A autorização, por parte do Botafogo social, para a entrada do aporte de US$ 25 milhões proposto por John Textor de seu próprio bolso estaria condicionada também à entrada dos novos acionistas, GDA Luma e Hutton Capital. A informação é do jornalista Bernardo Gentile, em live no canal “Arena Alvinegra” nesta terça-feira (7/4).
Os dois fundos aportariam US$ 50 milhões, sendo que US$ 25 milhões já foram depositados, com a outra parte ainda dependendo da assinatura do associativo – o empréstimo seria convertido na emissão de novas ações.
– Textor propôs hoje um novo investimento de mais US$ 25 milhões, totalizando US$ 75 milhões. São os US$ 25 milhões que já entraram, US$ 25 milhões que tem para entrar dos acionistas e mais US$ 25 milhões do próprio bolso dele. Só que, para esse dinheiro entrar, sempre tem um porém. E qual o porém da vez? Para o Textor conseguir botar esse dinheiro aqui dentro, o social precisa daquela mesma assinatura lá de trás. Porque o Textor também vai vender as ações dele para colocar esses US$ 25 milhões. E quando o social assinar esses US$ 25 milhões, ele vai estar assinando também para entrada da GDA e da Luma Capital. A grande pegadinha está aí – contou Gentile.
– O social está analisando e pode fazer com uma condição: que essas imposições feitas pelo Textor não sejam nada ilegais, que não vão trazer nenhum problema futuro para o Botafogo. Então, nada é tão simples quanto parece. O Botafogo social fica numa sinuca de bico, porque, se não aceitar, vai parecer para todo mundo que a social não está querendo, está impedindo dinheiro de entrada de novo para deixar o Textor numa situação ruim e fazer com que ele acabe “sendo saído”. Só que se ele faz isso a partir do momento que o Textor fala que tem um dinheiro novo no bolso dele para entrar, muita gente vai voltar para o lado do Textor. É um jogo político enrascado, com muita coisa rolando, não é simples – completou.
Não existe indício de acordo
Gentile também trouxe o ponto de vista do associativo, que depende de um acordo com a Ares Management para conseguir tocar Botafogo caso haja rompimento com Textor. O jornalista disse não ver qualquer indício de que possa haver um acordo entre o associativo e o empresário norte-americano no momento.
– Está muito claro. A gente imaginava todo mundo se juntando de novo, tentando… Esquece. É um lado o social, do outro o Textor. É um tentando ganhar do outro e ninguém vai querer aceitar um empate. Acabou. Sabe onde isso vai terminar? Na Justiça, como já está indo. E aí é a informação. Para o social terminar o ato dele, na Justiça, de tirar o Textor, primeiro precisa sair o acordo com a Ares. Se você não faz o acordo com a Ares, você tira o Textor e automaticamente você tem que pagar as contas do Botafogo. Ou fazer a Eagle pagar, porque é a Eagle que tem o contrato – disse, continuando:
– O Botafogo social entende que, para tirar o Textor na Justiça, eles precisam ter um acordo com a Ares. O social acha, com convicção, que com tudo que Textor fez aqui até hoje, ele chega na Justiça e derruba essa liminar na hora que quiser. Então não derrubou por que ainda? Porque eles acreditam que, para tirar o Textor, precisam ter esse acordo com a Ares para ter o dinheiro para sustentar o Botafogo por um tempo e, a partir dali, buscar novos investidores.