Oitavo reforço do Botafogo na janela de inverno de 2026, o zagueiro Arthur Chaves, de 25 anos, foi apresentado nesta terça-feira (8/9) e vestiu pela primeira vez a camisa 3 alvinegra. Antigo desejo do clube, o jogador chega por empréstimo vindo do Hoffenheim, da Alemanha, e mostrou desenvoltura na entrevista coletiva.
– Agradeço à diretoria por todo o esforço feito na contratação. Estou sendo observado há algum tempo e sempre tive esse interesse de voltar ao Brasil e ir para o Botafogo. Agora conseguimos concretizar e estou muito feliz de estar aqui – afirmou Arthur Chaves, em suas primeiras palavras.
Arthur Chaves também estava na mira de Vasco e São Paulo, além de clubes da Alemanha, e contou por que escolheu o Botafogo, destacando a infraestrutura do CT do Espaço Lonier.
– Desde que soube que o Botafogo estava me observando, tive uma conversa com meu empresário e falei que tinha vontade de vir para o clube. O projeto foi muito bem apresentado, o Botafogo é um clube grande, a história recente fala isso, o passado também. Fiquei impressionado com o CT, com o investimento que fizeram para que o jogador se sinta o mais confortável possível. Quando vi tudo isso, me deu vontade de vir. O Botafogo tem uma camisa pesada e estou muito feliz de estar aqui – disse.
Arthur Chaves assinou contrato de empréstimo até o fim de 2027. O Botafogo fechou a contratação junto ao Hoffenheim por € 1 milhão (R$ 5,9 milhões), com obrigação de compra atrelada a metas fixada em € 6 milhões (R$ 35,5 milhões). O defensor já está regularizado e se colocou à disposição para estrear sábado, contra o Red Bull Bragantino.
Veja outras declarações de Arthur Chaves:
JOGA SÁBADO?
– Eu me sinto bem, é uma escolha do professor. Estava fazendo a pré-temporada na Alemanha, que também tem um nível de exigência física muito grande.
‘UM POUCO ALEMÃO’
– Sim, o pessoal lá me considerava um pouco alemão, porque sou um pouco mais quieto, não sou de falar muito, de fazer barulho, tento ser o mais profissional possível. Infelizmente, na Europa, o brasileiro tem mais fama de falar alto, chegar atrasado, e eu tento sempre manter o profissionalismo, trabalhar duro, ir para a academia todo o dia, me dedicar ao máximo aos treinos, acho que é por isso que eles me achavam um pouco alemão.
CARACTERÍSTICAS
– Joguei no Avaí pelo lado esquerdo, em Portugal também. Quando fui para a Alemanha, comecei a jogar pelo lado direito. Então, já passei pelas duas situações. Sobre minhas características, me considero um zagueiro rápido para a minha posição e tento sempre ter essa imposição tanto pelo chão quanto pelo aéreo, para poder roubar a bola, que é minha principal função, e entregá-la para os meus companheiros construírem as jogadas da melhor forma possível.
EXPERIÊNCIA NA BUNDESLIGA
– Cada liga tem sua particularidade. Aqui no Avaí em 2021 era um futebol, em Portugal era outro, fui para a Alemanha e era outro completamente diferente. Aprendi muito em todas as ligas que passei, me sinto mais preparado para voltar ao futebol brasileiro, ajudar o Botafogo, desempenhar meu futebol e ajudar meus companheiros. Principalmente pela passagem na Alemanha, pela língua diferente, clima, consegui uma evolução grande lá.
DECISÃO DE VOLTAR AO BRASIL
– Acho interessante esse jogo atrás de jogo, gosto sempre de estar jogando, não vejo como um problema tão grande. Na Alemanha, na minha primeira temporada, jogamos Europa League e era muito jogo, me adaptei bem. Pessoalmente falando, era minha vontade voltar para o Brasil. Havia outras ofertas, principalmente da Alemanha, tinha um clube relativamente encaminhado, mas quando as negociações com o Botafogo começaram a andar, falei para meu empresário que essa era a minha prioridade. Graças a Deus, deu tudo certo e estou muito feliz aqui no Brasil, no Botafogo e no Rio de Janeiro.
ESTILO DE JOGO
– Sempre tento jogar simples, não arriscar tanto, quando preciso arriscar um lançamento quando necessário também faço. É uma característica minha tentar acertar o maior número de passes possível, porque lá na zaga estamos “desprotegidos”, qualquer erro pode ser fatal. Achar esse meio termo entre arriscar e jogar simples é essencial para zagueiro.
INSPIRAÇÕES
– Cresci vendo Pepe, Sergio Ramos, Puyol, jogadores que são extraclasse. O que mais me impressiona nesses zagueiros é a agressividade para roubar a bola, às vezes até demais no caso do Pepe, mas são jogadores que jogam para o time, entregam tudo para o time. Também sou esse tipo de jogador e é isso que quero fazer no Botafogo.