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Artur Jorge chama torcida do Botafogo: ‘Temos que ser um só. Que no momento menos bom possa nos puxar para cima, porque no final sorriremos todos’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Artur Jorge chama torcida do Botafogo: ‘Temos que ser um só. Que no momento menos bom possa nos puxar para cima, porque no final sorriremos todos’
Vítor Silva/Botafogo

A torcida é fundamental no Botafogo. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25/11), no Estádio Nilton Santos, antes dos jogos decisivos contra Palmeiras e Atlético-MG, por Campeonato Brasileiro e Libertadores, o técnico Artur Jorge convocou os botafoguenses para a semana mais importante de 2024 e da história do clube.

– Reparem, eu tenho falado e tenho tido a abordagem de muita gente, torcedores de Botafogo, que têm valorizado muito aquilo que tem sido o nosso trabalho. E há uma questão importante, é que eles têm dito também que não deixam de acreditar naquilo que nós fazemos, que os momentos são, de fato, momentos que nós vivemos, mas que não são nunca decisivos para aquilo que nós precisamos atingir. E eu quero continuar a dizer que aquilo que tem sido a nossa torcida ao longo do campeonato, aquilo que nós temos vivido, não só Nilton Santos, mas também em todos os estádios ou campos onde nós temos jogado, tem sido fundamental o seu apoio, de uma forma incondicional – afirmou Artur Jorge.

– E nós temos que perceber, de uma vez por todas, que o crescimento só se faz se nós conseguimos ser um só, em função daquilo que são os objetivos comuns que temos enquanto equipe. E um só tem a ver com aquilo que é a estrutura, a equipe técnica, os seus jogadores, e fundamentalmente os seus torcedores. Nós não podemos, de forma nenhuma, deixar de ser incondicionais em função do resultado. Incondicional, e a paixão que nós sabemos que os torcedores têm por Botafogo é, que não possa haver ninguém que possa querer mais do que eles próprios, como nós também o queremos. Porque depende e sabemos que o nosso trabalho está em causa. Aquilo que eu mais peço é que sejam iguais a si próprios, que possam ser a mesma massa adepta que têm sido ao longo da temporada, para que possamos contar com eles em todos os momentos. E sabendo que mesmo num momento de um jogo, por vezes passamos por vários momentos. E que mais importante será quando eles se manifestarem quando nós tivermos um momento menos bom, para que nos possam puxar para cima, porque no final sorriremos todos e seremos todos felizes – adicionou.

Leia outros trechos da entrevista coletiva:

Pressão externa

– Só é muito mais visto em termos de comunicação, e provavelmente uma comunicação mais regional, nem digo tanto aquela que é do Rio, mas aparecem agora com mais vivacidade. Não os vi há muito tempo, estavam desaparecidos, não os via, não os lia, não conseguia ver mais do que três linhas a falar sobre o Botafogo. Hoje já fazem alguns textos, já escrevem mais qualquer coisa para falarem sobre aquilo que possa ser o estado mental do Botafogo. O Botafogo está muitíssimo bem. Está muito bem. Não conseguiu os resultados que queria, infelizmente, mas conseguiu outros resultados anteriores que lhe permitem nesta altura, mesmo tendo só conquistado três pontos nos últimos nove, não fazer com que nenhum adversário nos tenha passado. Está igual em termos de condição pontual o nosso rival. Portanto, nesta altura, isso é apenas e só algo que querem montar em cima do Botafogo, e que para mim não me entra, nem a mim nem aos meus jogadores. Volto a dizer, se vamos ou não conseguir, será outra questão que nós temos que replicar, tem a ver com competência. E será sempre aquilo que nos deve avaliar, competência. Se temos mais ou menos competentes e se os rivais forem mais competentes do que nós, se vamos ou não conseguir, será outra questão que nós temos que replicar tem a ver com competência. E será sempre aquilo que nos deve avaliar, competência.

– Se formos mais ou menos competentes e se os rivais forem mais competentes do que nós, parabéns, está tudo certo também. Não é essa a questão. Agora, não queiram montar nenhum tipo de cenário, e é por isso que me ouvem dizer há seis meses atrás, sobre aquilo que é o ano anterior, em que fomos afastando, fomos quebrando, fomos… e nesta altura estávamos outra vez a tentar para poder ter algum ponto de coincidência, de agarrar de alguma forma. Não existe. Não existe. Os jogadores, o treinador, não somos os mesmos. Há muita diferença aqui. E agora, se vamos conseguir ou não, depende da nossa competência. Agora nós estamos já preparados para lutar, e é isso que eu digo. Ponto zero para nós podermos pensar no que fizemos para trás. Muito bem, muito bem mesmo. Muitas coisas boas. Somos uma das equipes mais atrativas da América do Sul a jogar. Umas equipes que mais gosto deu ver jogar. E portanto, nesta altura, aquilo que nós sabemos é que este ponto é o ponto em que nós temos que nos agarrar às decisões. É o ponto de tudo ou nada. Temos três jogos, mais uma final de Brasileirão, em que não é importante jogar bem, não é importante fazer gols bonitos, não é importante dar espetáculo, é importante ganhar. É importante para conseguir atingir objetivos. E esses objetivos estão aqui à mão. Portanto, é uma semana importante para nós, sem dúvida nenhuma. Vamos hoje começar esta aventura desta próxima semana, mas com um objetivo muito claro. E fiquem todos claros em relação a isso. Com a equipe mentalmente preparada, forte, para poder dar resposta em todos os jogos que teremos aqui em torno do campeonato.

Adversários também vão enfrentar o Botafogo

– Isso é uma realidade. A verdade é que nós não jogamos sozinhos, nem nenhum dos nossos adversários o faz. Nós sabemos que temos, nós temos uma parte final terrível em termos de dificuldade. Palmeiras, Atlético Mineiro na final da Libertadores, Internacional e São Paulo são quatro jogos com equipes de alto nível. São equipes muitíssimo boas e onde não há nenhum resultado garantido. Mas a mesma certeza que eu tenho é que também para o lado contrário, para os nossos adversários, não tenho uma certeza de resultado face aquilo que é enfrentar este Botafogo. Portanto, eu mantenho exatamente a mesma linha de raciocínio, sabendo que é difícil aquilo que nós temos para fazer, mas é tão maior essa nossa dificuldade como será exatamente igual à dos nossos rivais. Portanto, ninguém poderá nesta altura ficar satisfeito ao jogar contra este Botafogo.

– Nós sabemos que somos um adversário incômodo, sabemos que somos um adversário que ninguém gosta de enfrentar, sabemos que temos conquistado o respeito e se lhe quiserem olhar para aquilo que é o passado recente dos nossos adversários, esta forma de abordar, poderíamos chamar respeito face àquilo que esta equipe já conquistou e à forma como vêm jogar contra nós. Mas nós teremos agora esta parte final, como disse, vamos olhar para esta ponta de quatro jogos com a determinação do costume, a ambição que nos tem guiado em cada uma destas competições que disputamos nesta temporada, para que possamos, entre as duas que ainda nos conseguimos manter vivos, Libertadores e Campeonato Brasileiro, podemos dar o nosso melhor para podermos, como eu tenho dito também até ao fim, garantirmos que possamos lutar em cada um delas até à último gota do suor. Isso será sempre imagem de marca daquilo que é este Botafogo, será sempre essa imagem de marca. Se vamos conseguir ou não, volto a dizer, terá muito a ver com a competência do seu treinador, com a competência dos jogadores, numa série de contextos, para nós podermos agarrar isso de forma positiva, esperando também que haja rigor, que haja justiça, que haja igualdade naquilo que é o tratamento, que não seja preciso dois, três pênaltis para ganhar o jogo, que sejam os erros, a arbitragem e a eficiência sempre os mesmos, que possa ser uma ponta final de campeonato justa para todos, equilibrada e igual, para que depois então sim se solucione aquilo que possa ser o melhor. Nós iremos tentar lutar para ser o melhor desses que vão lutar até o fim.

Alex Telles e Marlon Freitas de volta

– O Alex Telles e o Marlon Freitas vão jogar contra o Palmeiras, seguramente. Quando eu falo sobre desgaste, tem a ver com aquilo que nós temos a capacidade de ter também, um departamento que nos ajuda muito, e aqui no Campeonato Brasileiro é fundamental, que é o departamento de desempenho, que nós temos que analisar tudo aquilo que são dados para perceber qual é o estado do jogador. Há dois pontos importantes para nós analisarmos um jogador. Tem a ver com aquilo que é a sua fadiga e tem a ver com aquilo que é o seu risco de lesão. E nós temos que saber que num período de tempo em que temos seis jogos em que o espaço é tão reduzido em cada um dos jogos, nós temos muitas vezes que tomar decisões que por vezes pode-se nos custar tomar, mas que nós temos que as tomar em função de poder contar e poder saber que temos o contributo do atleta no próximo jogo e em melhores condições. Portanto, é dessa forma que nós fazemos, mas desde o início, não é agora esta parte final do campeonato, mas desde o início, e a verdade é que nós temos também tido, também nesse aspecto, um elenco isento de lesões, desde há algum tempo. Se tivermos lesões mais graves, em que nada tem a ver com a questão de fadiga, o caso do Jeffinho e do próprio Júnior Santos, desde essa parte temos tido um elenco todo limpo de lesões. Portanto, como eu tenho trabalho de quem trabalha a parte mais física, quem trabalha a parte mais de recuperação, portanto, parabéns para eles, porque nos têm ajudado muito a ter os jogadores todos disponíveis. Nós sabemos que, às vezes, temos que tomar opções em função daquilo que possa ser, garantir o bem-estar do atleta, que será sempre, para mim, a prioridade, e a única forma de eu ter todos os atletas disponíveis para os jogos de decisão e os jogos importantes, nós podemos utilizar todos aqueles que estejam à disposição.

Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG

– A questão da diferença entre essas três equipes, porque estamos aqui já a projetar também o próximo sábado, eu acho que tem muito mais semelhanças do que diferenças. As semelhanças daquilo que é a qualidade individual dos jogadores, a qualidade também daquilo que é a forma de cada um deles jogar, formas diferentes. Repare que todas as três equipes que estamos a falar jogam de forma muito diferente, mas que têm também uma identidade muito própria e muito segura. Portanto, isso faz com que haja mais qualidade em termos de cada uma das equipes do que propriamente nós olharmos com fragilidade. O que pode diferenciar, ou queremos que possa ser, é que seja a nossa missão. Nós podemos saber que temos um longo período à espera deste momento, que é para nós histórico, em função de tudo atingido até o momento.

Palmeiras x Botafogo

– Estou a falar concretamente de uma possível final dos jogadores em que o ganhador seria, pelo patamar, a excelência. O campeonato, já o termos ganho, noutras alturas, faz com que haja uma espera grande em relação àquilo que é o dia de hoje. Mas, acima de tudo, falamos e falou-se sobre aquilo que é importante. Nós conseguimos criar aqui uma mentalidade extremamente competitiva. Nós quando falamos há pouco, uma questão que foi colocada sobre aquilo que é parte da torcida, de estar mais receosa com aquilo que é um dos resultados, não há nenhuma equipe que consiga ter uma consistência 100% igual do princípio a fim. Há momentos em que há algumas oscilações. Eu preferia ter oscilado mais cedo do que estar agora nesta parte final, porque é decisivo. Cada ponto é muito decisivo para aquilo que é o campeonato. Mas não faz com que eu perca o grupo, perca o sentido.

= Há claramente uma ideia muito bem definida, uma matriz mental que foi trabalhada, que foi construída, que foi potenciada dentro do próprio clube, para que nós possamos saber lidar com tudo isto também e não nos deixarmos influenciar com o que quer que seja. Porque a verdade é esta, nós sabemos que fomos nós, nesta altura, que nos pusemos nesta situação, nós já passamos a ter seis pontos de vantagem, nesta altura estamos em igualdade pontual, é responsabilidade nossa, porque não conseguimos os pontos que queríamos para manter essa diferença. Portanto, nós temos noção de tudo isto, nós estamos perfeitamente cientes daquilo que é a nossa realidade, daquilo que é a nossa atualidade, mas a mesma certeza em relação ao conhecermos o nosso momento é tão igual àquilo que é a nossa ambição e a nossa determinação para conseguirmos atingir os nossos grandes objetivos.

Cruzamentos na área

– O que eu vejo é se nós tivermos mais cruzamentos, e eu já falei disso porque nós tivemos mais de 30 cruzamentos nos últimos três jogos. 10, 11, 12, 13, 14, 15 por jogo. Porque é a zona onde nós conseguimos encontrar espaços, e daí termos também jogado muitas vezes com dois atacantes, dois finalizadores, dois homens dentro da área, para poder tirar proveito daquilo que é a chegada de bolas dos corredores laterais. Por quê? Porque o adversário tem jogado muito próximo da sua grande área, tem jogado com uma linha de cinco, de seis alguns deles, para depois juntar a linha média e atacante, próxima também, onde muitas vezes nós temos nove, dez homens ali próximos. O que é que nós temos como solução? Não é plano B, solução. Eu não tenho planos, tenho soluções. E aquilo que nós procuramos tentar fazer dentro da nossa ideia de jogo e da nossa identidade, que nós tanto insistimos e tentamos, temos também alternativas como solução de chegar aos corredores laterais, para podermos ter finalizações. Se tivéssemos a finalização pelo corredor lateral do cruzamento do Cuiabano com o Igor Jesus a finalizar em cima do goleiro dentro da linha, nós estaríamos a falar de coisas completamente diferentes. Portanto, não tivemos nunca, em momento nenhum, chuveirinho que demonstra desespero, demonstra incompetência, demonstra estarmos a jogar a 60 metros da baliza contrária. E o que estou-lhe a dizer é que nós procurámos e temos alternativas também para procurar jogar por fora, para tentar contrariar aquilo que as equipes nos têm retirado, ou tentar defender mais por dentro daquilo que é o corredor da baliza.

Importância pessoal das decisões

– Ah, é tão grande quanto a importância que tem para o clube, porque eu vivo de forma muito pessoal naquilo que são os objetivos que tenho coletivos e hoje são objetivos coletivos, portanto eu não posso nunca ficar distante disso. Se procuro ter alguma capacidade para poder olhar para isto de uma forma que tenha a capacidade, perdoem-me a repetição, mas a capacidade para podermos controlar todos os momentos que nesta altura vivemos, e estou a falar que nós pensamos há dois meses a possibilidade de virmos para esta semana noutras condições, noutros contextos, hoje a nossa realidade é esta e é neste sentido que eu quero focar essencialmente. Mas estou acima de tudo muito ansioso para esta semana também. Estou ansioso que nos chegue. É uma semana muito importante para nós, tendo em conta aquilo que é o jogo de terça-feira, mas particularmente o jogo de sábado também, face àquilo que é a conquista imediata de um troféu. É muito, muito importante para mim poder estar à altura, e é aí que eu tenho tentado preparar, é poder estar à altura de poder ajudar os meus também a conquistar alguma coisa, porque é sempre no sentido de acrescentar valor. Não é uma questão pessoal, não é uma questão de egocentrismo, de crer o que quer que seja. Para mim será sempre importante ajudar, contribuir, dar o meu melhor, o meu melhor. E estou a fazer isto desde há muito tempo, mas esta semana tenho que caprichar, tenho que dar ainda mais, o meu melhor para que o Botafogo consiga ter a oportunidade de ganhar alguma coisa, de poder ter troféus, de ter títulos, para poder ter uma temporada que não seja só muito boa, mas possa ser extraordinária mesmo.

Respeito dos rivais e favoritismo

– Nós conseguimos um fato importante, que é poderem olhar para nós com a questão do imenso respeito que nós fomos conquistando. E fomos conquistar esse respeito com desempenho, com performance, com resultados. Portanto, isto tem sido um dos pilares fundamentais para que todos aqueles que nos olham e nos avaliam nos considerem como tal. Mas eu, a prudência leva-me a isto também, a poder dizer que em finais não há favoritos, em finais há duas equipes que procuram ganhar o troféu. Portanto, sábado é isso que eu penso que possa acontecer, duas equipas determinadas e capazes de dar o seu melhor para ganhar troféus. Em relação ao jogo terça-feira, provavelmente já fomos muito favoritos, nesta altura não somos nada favoritos, porque estamos atrás, portanto, se gostam de nos pôr atrás, coloquem-nos atrás em relação ao adversário, favoritismo é do Palmeiras, jogam casa e nós vamos lá para tentar contrariar esse favoritismo e puxamos para nós aquilo que é a decisão do campeonato em que possamos depender de nós próprios, que nesta altura sabemos que não é o caso. Portanto, esta é a realidade que nós temos atualmente.

Treino de segunda-feira

– Olha, nós tivemos ontem treino também, treinamos ontem de manhã, ao final da manhã. Obviamente que o tempo é muito curto, tendo em conta aquilo que é o que nós possamos exigir aos jogadores dentro de campo, quer seja ontem ou hoje mesmo. A verdade é que nós procuraremos treinar e trabalhar de forma fora de campo, ou seja, já tivemos a oportunidade de ver imagens, já tivemos a oportunidade de fazer correções, já tivemos a oportunidade também e iremos ter mais oportunidade para podermos falar sobre o jogo de Palmeiras, do adversário, que comportamentos vamos ter, de que forma nos vamos abordar o jogo, abordar no sentido de missão, nunca em relação àquilo que é a nossa ideia, porque isso não vai alterar de forma nenhuma a nossa forma de estar e a nossa postura dentro do campo na próxima terça-feira. Até temos alguns jogadores que precisam e estão num período de recuperação. Jogadores que estão nesta altura a fazer o seu período de recuperação para que possam estar no seu melhor no próximo jogo e, portanto, mais do que isso, hoje o treino será aproveitar. Nós vamos ter um período de abertura de recuperação, só quando vocês (jornalistas) saírem nós vamos pegar um bocadinho daquilo que é o aproveitar do treino para fazer algum tipo de exercício mais tático e, concretamente, também algumas boas paradas, é o que nos é permitido fazer. Aquilo que vocês vão ver será o treino em que não será mais do que ter aquilo que eles mais gostam de fazer, que é jogar, que é estarem com a bola, que é poderem ter boa oportunidade de desfrutar do momento de estar no campo e podermos jogar, porque isto faz parte do treino também, é nós darmos essa liberdade aos jogadores para poderem jogar, competirem entre eles de novo hoje.

Coletivo

– Eu volto a dizer e continuo a dizer que aquilo que é importante é a questão do equilíbrio enquanto equipa. Há várias exceções, sim, há algumas exceções, mas aquilo que nós teremos de fazer numa final é podermos depender de todos nós, daqueles que vão jogar, daqueles que vão entrar, daqueles que vão dar sua contribuição. Para as equipes, aquilo que é o fator decisivo será o comportamento coletivo que a equipe possa ter. Não acredito, é só apenas a minha convicção, que seja uma final decidida por alguma individualidade, mas que possa ser uma final decidida por aquilo que possa ser uma equipe, que seja mais equipe, que possa ser melhor no momento defensivo, ofensivo, que possa ser mais compacta, mais junta, mais solidária, mais ambiciosa. Portanto, acredito que é nesse sentido que eu tenho que olhar a minha equipe para estarmos preparados para darmos resposta a isso.

Luiz Henrique e Estêvão

– Relativamente a Luiz Henrique e Estêvão, são dois dos melhores jogadores que existem no Campeonato Brasileiro, dois jogadores que têm a qualidade, dois desafiadores, dois jogadores que fazem a diferença para cada uma das equipes, dois jogadores que têm um papel importante a desempenhar em cada uma delas e que têm também a maior oportunidade de cada um deles, seguramente, dar o seu melhor para acrescentar às suas próprias equipes àquilo que os treinadores vão poder e aquilo que nós enquanto equipe precisamos de cada um deles.

Parte ofensiva

– Por vezes, falta fazer um gol para poder desmontar toda uma estratégia que possa ser nossa e do adversário. Não acontecendo isso, por vezes, dá uma sensação também, e à medida que o campeonato está a aproximar-se do fim, que se vai criando uma sensação de alguma ansiedade para que as coisas possam rapidamente acontecer, e quando não acontecem, vai-se perdendo algum discernimento ou alguma fluidez naquilo que fazemos. Isto é aquilo que lhe posso dizer. Sobre aquilo que eu não lhe posso dizer, são coisas que nós temos de trabalhar internamente para podermos melhorar, superar e termos a capacidade de estarmos mais próximos de fazer o tal gol que precisamos para desbloquear e desmontar equipas dessa forma. Defensivamente, sim, é verdade que nós tivemos, eu recordo no início, por exemplo, em que nós tivemos aqui algumas conversas em que nós fazíamos muitos gols, mas também sofríamos. Ou seja, é difícil de agradar a gregos e troianos.

– Nós andamos aqui sempre a tentar esse tal equilíbrio que é fundamental naquilo que todos nós fazemos. Mas creio que demos uma resposta muito positiva naquilo que foi a parte mais sólida da equipe, ou seja, conseguimos defender muito bem. Nesta altura nós somos a melhor defesa do campeonato. Não temos concedido oportunidades aos rivais. Sofremos um gol, é verdade, no passado jogo, mas recordo que nós não tínhamos, desde o Vasco da Gama, por exemplo, e eram quatro jogos, se não me engano, que nós não concedemos nenhuma, nenhuma oportunidade, clara, ao adversário. Nenhuma. E isso demonstra o bom trabalho defensivo que temos vindo a fazer. Mas quando falo daquilo que é o bom trabalho defensivo, volto a dizer também que o trabalho defensivo começa no Igor, no Tiquinho ou no Júnior Santos. Da mesma forma que, se calhar, nós não pudemos ter feito gols porque o Adryelson, o Barboza e o Bastos não tenham conseguido fazer tudo aquilo que é proposto fazer. Portanto, olhar para isto de um todo é sempre muito mais importante para mim, e fazer com que este tudo seja sempre mais importante que as partes.

Lado mental

– É um trabalho que não pode nunca ser feito numa semana e esperar resultados na semana seguinte. É um trabalho que tem sido feito para que nós possamos ter exatamente esta mesma consistência de desempenho, porque, como devem imaginar, nós estávamos na jornada 20 ou 25 e já estavam s a falar daquilo que era, existem fantasmas de 2023. E, portanto, tudo isto não ajuda nada a que aquilo possa ser a estabilidade emocional de cada um dos jogadores. Nós tentamos habilitar o grupo dessa forma, por isso nós temos a capacidade, a coragem e a abertura para hoje podermos falar disso. Alguma ansiedade existe, claro que sim. Alguns momentos em que criamos alguma instabilidade face àquilo que tem sido o desempenho e não conseguimos ganhar, sim, nós próprios, somos nós que sentimos essa instabilidade, somos nós que sentimos essa frustração. Mas isso não pode ser um problema para nós, é momentâneo, é o momento em que nós vivemos e estamos, enquanto estamos tão bem resolvidos para podermos falar sobre isto e abertamente poder dizer que a ansiedade nos condicionou ou que a frustração do resultado, nos deixou mais chateados, que o momento em que nós não conseguimos superar adversários que teoricamente eram mais acessíveis nos deixa mais desconfortáveis.

– Quando isso tudo acontece é um bom sinal de que nós estamos bem resolvidos, porque seguramente nós sabemos que nem sempre tudo corre como nós queremos, mas também sabemos que nem tudo corre sempre mal. Portanto, em algum momento, em alguma altura, as coisas vão voltar a ser mais próximas daquilo que nós queremos, porque aqui para te dar essa resposta, em termos de desempenho, em termos de comportamento, eu não vi nenhum jogador a esconder-se de nenhum jogo, de nenhum destes jogos que nós fizemos. Nenhum. Não vi nenhum jogador a não querer a bola, a afastar-se, a pôr-se longe daquilo que era a ação. Nenhum. Quando assim é, e eu fico convencido, é que estou com os jogadores certos, que estão preparados para poder saber que, mesmo na dificuldade, mesmo na crítica, eles nunca se escondem e estão preparados para poder dizer, presente, estou cá e é isso que eu quero que possa acontecer. Terça-feira e sábado nós dizemos, presente, estamos cá e vamos lutar para ganhar.

Fonte: Redação FogãoNET

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