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Artur Jorge explica ‘busca por espetáculo’ no futebol e mira títulos no Botafogo: ‘Não é objetivo egocêntrico, é para essa equipe ficar registrada’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Artur Jorge explica ‘busca por espetáculo’ no futebol e mira títulos no Botafogo: ‘Não é objetivo egocêntrico, é para essa equipe ficar registrada’
Vitor Silva/Botafogo

Treinador do Botafogo, Artur Jorge vem conduzindo a equipe em um temporada brilhante, com liderança no Campeonato Brasileiro e presença na semifinal da Libertadores (com vitória por 5 a 0 sobre o Peñarol no jogo de ida). O técnico mira títulos em 2024 por um pensamento coletivo.

Gostaria muito de fazer parte da história do Botafogo, mas não é um objetivo pessoal, egocêntrico. Quero que aconteça, como líder ficarei marcado pelo sucesso ou pelo insucesso, mas queria que ficasse registrado como sucesso por ser sinal que atingimos objetivos. Não é para meu nome ficar registrado, é para algum título ficar aqui registrado. Trabalho diariamente para atingir isso coletivamente. Não é uma meta para o Artur Jorge, é para essa equipe ficar registrada, ser inspiração, modelo, ser uma equipe a se superar. Trabalhamos para fazer uma temporada de sucesso – destacou Artur Jorge, à Botafogo TV.

Para atingir os objetivos, o treinador opta por um esquema ofensivo, que busque sempre a vitória. Ele explicou os motivos.

– Já me ouviram dizer que nós teríamos um Botafogo sempre igual onde quer que fosse e contra quem quer que fosse. Portanto, essa tem sido uma questão de abordagem aos jogos. É uma abordagem que nós nos desafiamos enquanto equipe para conseguirmos ter. É uma proposta que eu fiz aos meus atletas, que tive que expor o porquê as razões depois, os prós e os contras. Os jogadores absorveram, aceitaram, tiveram coragem para poder dizer que sim. Não quer dizer que sempre corra bem, nós já tivemos resultados maus em casa, já tivemos resultados maus fora. Acima de tudo, é a proposta que nós temos que levar para o jogo. Há uma coisa que também o tempo me foi mostrando ao longo de toda esta minha vida de que o futebol é um espetáculo. A paixão que eu vejo nos atletas também, mas acima de tudo nos torcedores, é vivida intensamente durante 90 minutos. Nós podemos dizer que provavelmente haverá um pré-jogo para eles, também haverá um pós-jogo quando as coisas correrem bem e estamos a falar aqui de quatro horas de intensa alegria, de uma paixão forte pelo seu clube. Nós temos que contribuir para isso. E eu tenho dificuldade em perceber uma proposta que não tenha isso como objetivo, pois podemos conseguir ou não, mas o princípio da ideia é o espetáculo, criar um espetáculo para quem vem assistir, tem que se divertir, tem que gostar – declarou o treinador.

– Nós nem sempre conseguimos fazer este ano isso, tivemos jogos em que fomos monótonos, nós sabemos disso. Mas acima de tudo quem olhar para este Botafogo tem uma ideia de que é uma equipe alegre, dinâmica, que se propõe ao jogo para dar um espetáculo dentro das quatro linhas, porque nós temos sentido também fora de casa com os nossos torcedores e também na grande maioria dos adeptos das outras equipes um espetáculo que existe nas arquibancadas, onde de fato se vive muito, de uma forma muito intensa. Eu tenho que contribuir para isso. A melhor forma é ter uma equipe que possa ir para dentro do campo determinada em ganhar jogos. E o ganhar jogos vai fazer com que nós possamos ter uma equipe que se propõe ao jogo, que possa ser intensa dentro do campo, que possa ser viva e alegre, que possa ser fluida. Algumas equipes vêm com uma postura muito mais defensiva contra quem vem propor um jogo, o que não é de todo próximo do espetáculo que nós queremos, mas que eu entendo ou aceito. Se quiserem o ponto, e à medida que o campeonato vai acabando vai ficando mais caro, eu tenho que aceitar isso. Cabe a nós arranjar argumentos para contrariar. Agora, a abordagem que nós teremos enquanto Botafogo em casa e fora será do princípio ao fim exatamente igual, propor um jogo alegre, um jogo para ganhar o jogo, que tenha de fato esse componente do espetáculo. Porque nós sabemos que os três pontos ficam normalmente mais próximos da equipe que se propõe dessa forma e não ficar à espera do adversário. Eu quero ter responsabilidade sobre aquilo que é o meu resultado e vou à procura, não espero que me seja dado. Este tem sido um princípio que nós temos levado em casa e fora em cada um dos jogos – acrescentou.

Artur Jorge ainda comentou como mudou o Botafogo no intervalo do jogo com o Peñarol. No segundo tempo, o time alvinegro goleou por 5 a 0.

– Às vezes, olhamos só para a substituição como se fosse de homem por homem. Às vezes, pode haver uma substituição de mentalidade, uma substituição posicional, e isso pode fazer toda a diferença. Conheço os meus atletas, tenho que sentir o jogo, saber aquilo que nós propomos. Tenho e domino claramente aquilo que é o plano proposto para o jogo, para perceber se não estamos a cumprir por incapacidade, por vontade, por desleixo. Há uma série de fatores que nos levam a ter as abordagens de intervalo que são muito variáveis. Já cheguei a ter intervalos muito puto, que chega e me dá vontade de partir tudo, dar uma dura grande neles, mas há momentos também em que é preciso mais carinho, é preciso incentivar dentro daquilo que está a ser feito, porque é uma questão às vezes no processo. Aconteceu concretamente neste jogo do Peñarol. Nós fizemos um jogo em que foi muito amarrado, a primeira parte foi com duas equipes muito próximas uma da outra, sem grandes oportunidades, em que pelo respeito por aquilo que é a competição, uma semifinal, em que o erro se paga caríssimo, nós precisamos naquele momento de duas coisas – ponderou.

– Aliás, há atletas que falaram nisso no final do jogo, que nós precisávamos de uma substituição em termos posicionais de um ou outro jogador na questão do meio campo, para sermos mais eficientes defensivamente, porque estávamos a perder segundas bolas, aumentar um bocadinho da velocidade de circulação, para conseguir os espaços que nós conseguimos criar. Como nós conseguimos encontrar os jogadores nesses espaços, nós estávamos a chegar, mas depois, já muito condicionados pelo adversário, nós precisávamos de ter uma fração de segundos antes, para conseguir ter uma decisão mais adequada, mais acertada, mais livre de oposição. Essa velocidade existiu, nós conseguimos encontrar os mesmos espaços, conseguimos tomar decisões mais libertos e ter aquilo que procuramos, que era o desmontar de uma linha defensiva que era de seis homens num bloco mais baixo. Para nós conseguirmos entrar nessa linha, precisávamos de desmontar. Foi acima de tudo também o que eu lhes disse, “continuem a acreditar no plano, continuem a trabalhar, a aumentar, trabalhar numa velocidade acima. Não é desacreditar aquilo que estamos a fazer, é apenas isso, aumentarmos um pouco”. E nós gostamos de jogo vivo, nós gostamos de intensidade. Nós deixamos um pouco com que a primeira metade fosse um jogo mais mais partido, com mais quebras, confusão. E nós não queremos isso, nós queremos jogar, nós queremos o espetáculo, queremos o jogo. Quando conseguimos com que isso pudesse ser ou ficar mais próximos do nosso domínio, mais perto ficamos dos gols. E depois foi uma questão também de aproveitamento e de busca – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET e Botafogo TV

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