Artur Jorge não parece gostar quando a imprensa insiste em falar da temporada de 2023 no Botafogo. O técnico geralmente toma a frente para refutar comparações ou lembranças. Em entrevista ao jornal “O Globo” publicada neste domingo (17/11), ele explicou que o tema não causa irritação, mas não faz sentido no contexto atual.
– Não me causa. Estou perfeitamente à vontade para falar sobre isso. Eu não aceito é que, constantemente, esse seja um tema. Porque estamos outra vez desvalorizando aquilo que é feito em 2024. Para mim, causa desconforto. Então, falem de 1995 (último título brasileiro do Botafogo). Não faz sentido. Não são os mesmos jogadores, nem o mesmo treinador. A história não é sempre igual. Trabalhamos para fazer com que a história futura seja melhor. Desde o início, a minha preocupação foi clara: que este grupo não seja constantemente bombardeado com questões sobre o ano passado. Senão não vamos evoluir – afirmou Artur Jorge.
O treinador português é de evitar polêmicas em entrevistas coletivas.
– É minha forma de ser. Eu jogo desde os 11 anos, minha paixão é futebol, não é defender meu cargo, meus resultados. O que me move é o jogo, discuti-lo. Há polêmicas, em todas as coletivas teríamos razões para falar do que quer que fosse. Mas acho que é o caminho mais fácil, que não vai acrescentar nada e não me preenche – explicou.
Ainda assim, Artur Jorge sabe que há outros que usam entrevistas como estratégia, como é o caso de Abel Ferreira, do Palmeiras, que joga a pressão para o Botafogo.
– Entendo, claro. Já discuti com a equipe também. Nós não podemos ficar adormecidos, isso não pode nunca castrar nossa ambição. Falo disso sempre, de estratégias de comunicação de adversários. Mas não controlo. Vivo e lido, mas não controlo – disse Artur.