O Botafogo novamente pegou um adversário retrancado (a exemplo de Grêmio, Criciúma e Cuiabá) e empatou. Desta vez, 0 a 0 com o Atlético-MG, na noite desta quarta-feira, na Arena Independência, pelo Campeonato Brasileiro. O técnico Artur Jorge refutou que tenha havido ansiedade da equipe.
– Não, não, não. Eu sei que nós, Botafogo, vamos ter sempre muitos adversários e que nos vão avaliar em todos os contextos, e hoje será por ansiedade, outra por nervosismo, outra por incompetência. Não, vamos pôr as coisas de forma muito serena, porque nós, Botafogo, sabemos muito bem aquilo que estamos a fazer e o caminho. Tenho uma leitura muito boa naquilo que fala, porque a verdade é que nós, tendo em conta aquilo que fomos tentando criar, nós também temos que valorizar o fato de termos tido em muitos momentos uma linha de nove homens atrás da linha da bola, muito próximos dentro da sua grande área, nós tivemos uma linha de nove homens dentro da sua grande área, dentro daquilo que era a meia-lua e o início da grande área, e isso dificulta as ações. Nós tínhamos sete homens, oito homens, muitas vezes, em inferioridade, porque não podíamos perder aquilo que era o controle do momento defensivo, mas fomos tentando, e é o papel que compete a mim também, e tentando meter energia nova em jogadores diferentes, tentando fazer algumas alterações para tentar criar situações diversas e diferentes para tentar encontrar o melhor caminho. Se há alguma coisa que eu possa dizer que me faltou a mim foi ter mais bola na área – explicou Artur Jorge.
– Acho que poderíamos ter tido a quantidade de vezes que chegamos ao último terço, tivemos alguma, não digo incapacidade, mas não fizemos tantas vezes quantas aquelas que eu queria, que era bola na área porque nós tínhamos muita gente na área. Tivemos o Tiquinho e o Júnior, depois tivemos o Igor e o Júnior, tivemos o Matheus à esquerda, tivemos o Jeffinho à direita, tivemos o Jeffinho ainda simultaneamente com o Luiz, tivemos muita gente na frente, mas faltou-nos de fato dentro daquilo que foi e o que fomos criando. Faltou conseguir ultrapassar uma barreira que esteve muito compacta com muitos homens e com uma exclusiva preocupação de defender aquilo que era o ponto que tinham naquele momento – completou.
O Botafogo volta a campo sábado, para enfrentar o Vitória, no Estádio Nilton Santos.