Blog: adesão do Botafogo encurta caminho para criação da liga no Brasil

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Por FogãoNET

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Blog: adesão do Botafogo encurta caminho para criação da liga no Brasil
Divulgação

Com a adesão do Botafogo já são dez os signatários que apoiam a criação de uma Liga independente de clubes brasileiros no projeto desenvolvido pela Codajas Sports Kapital (CSK): os paulistas que disputam a Série A, mais Flamengo, Botafogo, Vasco, Cruzeiro e Ponte Preta, os três últimos na Série B.

Um avanço que deixa a LIBRA próxima de sua oficialização.

Nesta segunda-feira (16) haverá nova rodada de conversas, e o acordo é mesmo questão de tempo…

De ordem técnica e financeira, as arestas que separam emergentes do bloco “Forte Futebol” do acordo são, aparentemente, de fácil resolução.

O problema me parece na política estrutural conduzida pelo presidente do Athletico-PR Mário Celso Petraglia que, com dose razão, aproveita o momento para estabelecer uma nova ordem na divisão do dinheiro arrecadado .

Algo menos excludente, sob a ótica dos emergentes, que não seja voltado apenas para os interesses dos clubes da região sudeste.

Como náufrago isolado em pedaço de terra cercada por tubarões, Petraglia usa trajetória de lutas do seu Athletico-PR para engajar gigantes do nordeste na cruzada.

E conta com a adesão de clubes do norte, sul e centro-oeste para o que ele chama de distribuição mais justa do dinheiro arrecadado.

É pouco provável, porém, que Grêmio, Internacional e até o Atlético-MG não se incorporem ao movimento da LIBRA.

Porque aos poucos desfaz-se a percepção de que o projeto era tentativa de Flamengo e Corinthians estenderem as condições financeiras obtidas na negociação direta com a TV Globo.

É evidente que pela maior popularidade, os dois tendem a ter maior fatia do bolo, mas não como é hoje.

Simplesmente porque, com a Liga, os dois não terão mais os R$ 120 milhões de luvas (atualizados pela correção monetária) estabelecidos no contrato assinado em 2016 para vigência entre 2019 e 2024.

Nem tampouco o mínimo garantido de R$ 120 milhões anuais pela venda dos pacotes de pay-per-view em nome dos clubes.

A bem da verdade, modelo igual para todos, com valores diferentes, é claro.

O problema, porém, não foram os valores praticados.

A questão é que a aceitação do acordo impedia que os clubes solicitassem a antecipação de cotas – prática comum, à época.

E com dificuldades no caixa, todos (exceção do Flamengo), optaram por abrir mão do mínimo garantido nas cotas do PPV.

Isso agora tem feito diferença, principalmente nos últimos anos de crise econômica mundial.

Ainda que os emergentes consigam melhorar a distribuição de cotas da LIBRA (40% igualitariamente, 30% no desempenho e 30% no engajamento) Flamengo e Corinthians terão maior faturamento.

Mas nada tão distorcido como nos últimos onze anos, mais precisamente após a dissolução do Clube dos 13, em 2011.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online

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