Blog vê SAFs fortalecendo clubes e aumentando valor de mercado de joias brasileiras, como Matheus Nascimento, do Botafogo

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Por FogãoNET

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Blog vê SAFs fortalecendo clubes e aumentando valor de mercado de joias brasileiras, como Matheus Nascimento, do Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

O sucesso da dupla Vinícius Júnior e Rodrygo no Real Madrid promete a clubes brasileiros janela de transferências das mais aquecidas no próximo verão.

João Gomes (21 anos), Andrey Santos (18), Matheus Nascimento (18), Vitor Roque (17), Endrick (16) são alguns dos nomes já mapeados por grandes europeus.

Seus agentes já foram procurados e só resta acompanhar o desdobramento com expectativas criadas em torno da disputa entre Barcelona, Real Madrid e PSG.

A diferença é que com a aprovação das SAF’s e chegada de investidores aos clubes brasileiros, as maiores revelações não têm os valores de tempos atrás.

Percebe-se o acionamento do “padrão Flamengo”, subindo o patamar das negociações, e equiparando o preço dos craques de meia-confecção ao nível europeu.

É evidente que isso, por ora, é só uma percepção, mas a julgar pelo espanto da imprensa espanhola alguma coisa mudou nessa relação.

Em 2017, Vinicius, então no Flamengo, e Rodrygo, revelação do Santos, custaram ao Real Madrid 45 milhões de euros cada, quando tinham só 17 anos.

Hoje, cinco anos depois, com multas rescisórias na casa do bilhão de euros, Vinícius tem valor de mercado estimado em 120 e Rodrygo em 70 milhões.

É natural supor então que atacantes de menor idade como Vítor Roque (multa de 100 milhões de euros) e Endrick (60) sigam padrões semelhantes.

Principalmente, porque Athlético-PR e Palmeiras têm posição financeira estável.

Assim como o Flamengo que estabeleceu multa rescisória de 60 milhões de euros para transferir os direitos de João Gomes para clubes do exterior.

E aí vêm os novos modelos:

John Textor, dono da SAF-Botafogo, fixou em 50 o valor de repasse do atacante Matheus Nascimento, da seleção brasileira sub 20;

E o Vasco-SAF, estabeleceu o mínimo de 40 para a venda do médio-volante Andrey Santos, da mesma seleção.

Tudo, é claro, em moeda estrangeira.

Essa é, portanto, das principais vantagens da transformação do modelo associativo numa S.A., com repasse das ações a investidores de grande porte.

Exatamente como fizeram Cruzeiro, Botafogo e Vasco, e agora fará o Bahia com o Grupo City.

E como mais adiante deverá fazer Atlético-MG, Fluminense, Grêmio… até que todos os clubes da Séries A e B estejam enquadrados num mesmo modelo.

Todos eles colhendo os frutos de uma gestão profissional…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online

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