O Botafogo completa neste sábado (31/1) um mês sob transfer ban. A proibição imposta pela Fifa referente à dívida com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada começou a valer no último dia do ano passado e vale pelas próximas três janelas.
Na última quinta-feira, depois da vitória sobre o Cruzeiro por 4 a 0, John Textor afirmou aos jornalistas na zona mista que o problema estava “resolvido”. Mas o Botafogo segue proibido e vem buscando uma solução definitiva.
Enquanto John Textor não resolve a questão, o Botafogo já teria um acordo com o Atlanta United para quitar a dívida, atualizada em US$ 30 milhões (R$ 157,7 milhões na atual cotação) – US$ 21 milhões pela venda, US$ 4 milhões por bônus e US$ 5 milhões como cláusula de revenda para o Atlético de Madrid.
O acordo, revelado pela Rádio Tupi, é para pagar ao Atlanta United em três parcelas de US$ 10 milhões, com garantias de pagamento para as duas parcelas finais. Porém, a origem do dinheiro é o que ainda gera debate nos bastidores.
O valor chegaria por um aporte de US$ 50 milhões (R$ 263 milhões), algo considerado internamente no Botafogo como um empréstimo a juros muito altos. O clube associativo exigiu uma auditoria nesse possível aporte, que será feita por um banco especializado. Textor, por sua vez, também falou que iria pagar o transfer ban do próprio bolso.
Enquanto isso, o Botafogo já tem cinco jogadores treinando e esperando regularização para poderem ser relacionados pelo técnico Martín Anselmi: os zagueiros Ythallo e Riquelme, o lateral-esquerdo Jhoan Hernández, o volante Wallace Davi e o atacante Lucas Villalba. Riquelme e Hernández seriam inicialmente usados no sub-20, mas têm treinado com o elenco principal.