O Botafogo ainda não tem acordo com o Atlanta United e a MLS pelo transfer ban devido ao caso Thiago Almada. Mas, de acordo com o jornalista Bernardo Gentile, citando fontes do clube, o Glorioso garante que tem o dinheiro necessário para quitar a dívida a ponto de não atrapalhar a temporada 2026.
De acordo com o jornalista, o Botafogo contesta alguns valores reclamados pelo Atlanta United e já esperava que a MLS não fosse aceitar de primeira o parcelamento proposto. O clube segue otimista para resolver a situação,
– Há algumas contestações rolando nesse imbróglio. Textor entende que tem coisas no contrato que foram feitas e que ele discorda, tem coisas que ele tem direito e está tentando descontar esse valor do valor que tem que pagar. O Botafogo continua otimista, mesmo diante dessa negativa da MLS em relação ao parcelamento – explicou Gentile em live no canal “Arena Alvinegra” neste sábado (10/1).
– O Botafogo diz que tem dinheiro para pagar e que só não pagou ainda porque está contestando esse valor. Mas, se chegar o momento em que começar a atrapalhar o Botafogo na montagem do elenco… O Botafogo faz questão de tranquilizar a torcida nesse sentido dizendo que tem o dinheiro para pagar se chegar num ponto que começar a atrapalhar – continuou.
-Uma das alegações do Botafogo, na reta final da negociação, é que o Atlanta cobrou US$ 2 milhões extras para enviar o jogador para o Brasil o mais rápido possível, antes dos Jogos Olímpicos. O Botafogo assumiu esse valor, mas no fim das contas o jogador não veio na data marcada – disse o jornalista, encerrando com uma mensagem que recebeu de fonte do clube:
“Saibam que temos condições de passar o cheque de US$ 22 milhões se isso começar a atrapalhar o Botafogo.”
O Botafogo sofreu transfer ban após o Botafogo recorrer, sem sucesso, à Corte Arbitral do Esporte, depois de ser condenado a quitar imediatamente US$ 21 milhões, acrescidos de juros e multas, reclamados pelo Atlanta United.
De acordo com o clube norte-americano, apenas as duas primeiras parcelas (US$ 6 milhões no total) da venda de Thiago Almada foram pagas.
Segundo o “GE”, o Atlanta exigiu que Almada abrisse mão dos 10% a que tinha direito, o que os advogados do jogador negaram. Ficou definido, então, que a Eagle compraria esse “crédito” e, posteriormente, cobraria os US$ 2,1 milhões da MLS. O Botafogo reinvidica esses 10% na justiça dos Estados Unidos.