Após demitir Martín Anselmi, o Botafogo está no mercado atrás de um treinador. No canal “Arena Alvinegra”, o jornalista Bernardo Gentile deu informações nesta segunda-feira (23/3) sobre como está o processo internamente no clube, ainda sem avanços.
– Especificamente sobre as escolhas, as fofoquinhas que tem do Botafogo nesse momento não são tão animadoras no sentido de “já tem nome, já tem proposta, já tem um favorito, já tem negociação avançada”. Não. Pelo que eu conversei dentro do Botafogo, nesse primeiro momento, apesar de ter todo mundo focado nisso, departamento de futebol, o John Textor em contato direto, toda hora tendo algumas reuniões, inclusive hoje no final da tarde vai ter mais uma reunião sobre isso, e aí pode ser que tenhamos algum avanço, algum caminho mais claro. Mas nesse primeiro momento apenas alguns nomes que estão sendo debatidos de forma interna. Já tem um favorito? Pelo que eu escutei, ainda não. Existem nomes que tem uma maior preferência de um ou de outro, mas ainda começando aquela questão das conversas primárias – pontuou Bernardo Gentile.
As entrevistas com John Textor
Bernardo Gentile explicou o peso que há para John Textor, acionista do Glorioso, nas entrevistas que ele tem com os treinadores.
– Começa a conversar com o cara, tipo, “a gente gosta de você, quer marcar uma entrevista com você, estaria disposto a vir trabalhar no Botafogo e tal, não sei o quê. A gente está pensando aqui no seu nome, a gente pode gostar, mas tem que marcar uma entrevista e tal”. Então é algo ainda muito nessa fase, algo bem inicial. Quer dizer que isso vai demorar? Não. Por exemplo, com o Martín Anselmi mesmo foi assim. Estava numa fase dessa, de conversa, fez a entrevista, no mesmo dia estava fechado. Deu match ali. Textor gosta muito de algumas entrevistas e outras não. O Textor é um cara que gosta de ter apresentado para ele, durante essas entrevistas, a forma como você joga, o porquê de você jogar assim, tudo tem que ter uma explicação, tem que ter um “Power Point” bem feito, explicando – frisou.
– Então, ele gosta quando ele percebe que o cara vem bem preparado, tem uma parte teórica muito forte. Isso pesa muito mais até do que deveria. Não por menos, por exemplo, ele fechou com o Anselmi, que é um cara extremamente teórico, um cara que entende muito de bola, e na prática às vezes pode ter algum tipo, mas na lógica dele, a explicação dele, entrega.
– A mesma coisa com Renato Paiva. Você senta pra falar cinco, dez minutos de futebol com o Paiva, tu fala assim, “pô, entende muito de futebol, o cara que sabe o que está falando”. Só que chega ali na hora da prática, falta alguma coisa, não tem aquela cancha, falta algo a mais. E aí ele tem ido muito nesse caminho dos treinadores mais teóricos, que encaixam com o que ele quer de Botafogo Way, que podem falar algo que ele quer ouvir e tal, e às vezes isso tem um peso maior do que deveria – ponderou.