Botafogo reedita fotos antigas e estreia com imagem histórica de Jairzinho em General Severiano

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Por FogãoNET

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Botafogo Jairzinho
Divulgação/Botafogo

Emoções no Botafogo conflitam com os limites da moldura. Nas lentes da história alvinegra, as fotografias construíram uma narrativa que impactou gerações, seja em pôster de campeão estampado na parede, no porta-retrato com um momento marcante da torcida ou nas páginas de um velho papel de jornal já sem tanta cor, mas cheias de bons sentimentos. Com muito capricho, o Clube lança o projeto “Lente do Tempo”, cuja ideia é revisitar imagens representativas de nossa história e reeditá-las, mas não apenas isso. É fazer uma ponte entre passado e presente, refletindo sobre como a instituição evoluiu de lá pra cá.

Para inaugurar o quadro, o convidado foi o ídolo Jairzinho, o Furacão, que refez a mesma pose feita por ele em 1971. Reuniu alguma de suas conquistas na época e expôs na varanda do Palacete Colonial de General Severiano. Além dos troféus, o que chamou atenção foi o figurino. Ao retornar para reconstituir a imagem, uma característica permanece intacta. Em campo o repertório de jogadas era farto e, fora dele, com as palavras, mais ainda, sempre com boas tiradas e muita personalidade. E continua afiado.

“Sempre fui um cara de estilo”, deu a letra Jairzinho, explicando detalhes daquela roupa pra lá de chamativa.

“Se você olhar para essa foto, dá para perceber. Sempre gostei de andar bem arrumado e essa roupa eu trouxe do exterior. Totalmente francesa”, pontuou, com a auto-confiança que lhe é peculiar.

Jairzinho olha no retrovisor orgulhoso com um ar de satisfação pela carreira vitoriosa. Enfileirou suas conquistas uma atrás da outra ao comentar um pouco sobre o sucesso do Botafogo na década de 60.

“Essas taças fazem parte desse time vencedor. Fui bicampeão Carioca 67/68, sendo artilheiro em 68, fazendo os dois gols do bi. Esse foi no momento auge da minha carreira, em 71, se não estou enganado. Vencemos vários torneios no exterior. O Botafogo era muito requisitado em excursões internacionais. Foi muito importante para mim contribuir para esse êxito”, comentou.

Reeditar a imagem não foi uma tarefa fácil. Que o diga Vitor Silva, fotógrafo do clube, que atuou na produção e execução do projeto.

“Tive o prazer de reeditar e fazer essa homenagem em vida a este grande ídolo do Botafogo. É um trabalho difícil e diferente em que esbarramos em algumas questões como a luz, o horário da foto antiga, qual lente, qual ângulo. Os fotógrafos da época clicavam bem menos, mas fotografavam (qualidade) bem mais. Muitas fotos geniais”, comentou Vitão.

Contar boas histórias é sempre a meta de quem está na linha de frente do registro, mas nada é tão recompensador quando um clique mexe com sentimentos que não cabem no enquadramento, fazendo um momento virar eternidade.

Fonte: Site oficial do Botafogo

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