Por que Bruno Lage tem realizado mudanças no Botafogo? Em entrevista ao site “GE”, o treinador explicou o motivo e lembrou que usou o time considerado ideal por muitos no empate com o Cruzeiro em 0 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, a equipe foi: Lucas Perri; Di Placido, Adryelson, Victor Cuesta e Marçal; Marlon Freitas, Tchê Tchê e Eduardo; Júnior Santos, Tiquinho Soares e Victor Sá.
– Por força das circunstâncias, nos jogos que nós fizemos, nós tivemos sempre que mudar. Ou por lesão ou por suspensão. Mas há um jogo em que não mudamos e entramos com a equipe que vinha dando certo. E curiosamente foi o nosso pior jogo, contra o Cruzeiro – citou Bruno Lage ao site “GE”, lembrando a partida em que Tiquinho se lesionou.
O técnico português entende a ansiedade presente no clube, só quer evitar excessos.
– Tem que haver pressão máxima no treinador e nos jogadores no que é representar o Botafogo. Tem que haver uma ansiedade normal, quer da parte deles, quer dos torcedores, a algo que ainda falta muito, mas pode ser conquistado e foge há 28 anos. O que acho que é que não pode haver ansiedade extra porque hoje coloca o Sauer, amanhã o Tchê Tchê em outra posição, depois acolá, haver essa ansiedade extra – avaliou.
– O que fiz de forma muito clara é “este vou ser eu sempre, a tomar as melhores decisões para o Botafogo”. Quero pressão máxima. Andamos assim no Benfica durante seis meses, em que tínhamos a vantagem de um ponto com pressão enorme e batemos todos os recordes. Mas o que eu sinto é que não pode haver uma ansiedade extra só porque você está fazendo uma coisa nova. Porque a coisa nova também funciona. Duas vezes saíram pontas nossas do banco e conseguimos viradas, alterações já programadas para o intervalo – completou.