O técnico Bruno Lage completou neste domingo, na vitória diante do Bahia, seu décimo jogo à frente do Botafogo. Após a partida, o português foi perguntado na entrevista coletiva sobre o balanço que ele faz até aqui, mas preferiu fazer uma defesa do trabalho, ainda incomodado com algumas críticas.
– O Bruno Lage não tem o ego assim tão grande para que o time tenha a cara do Bruno Lage. O que capitalizamos nesse momento não é tão importante. O que mais me importa é ver uma equipe com uma média de gols ligeiramente superior, a forma de pressionar ser um pouquinho mais pressionante, porque isso vai de encontro às características dos jogadores, de que eles podem fazer algo ligeiramente diferente. Não é ter cara ou dedo, tem cara deles todos e o dedo deles todos pela forma como trabalham diariamente – afirmou Lage, continuando:
– Parece que era tudo perfeito antes da nossa chegada, que a equipe jogava sempre bem, que a equipe sempre fazia gols, que a equipe jogava na Sul-Americana com a mesma qualidade que jogava no Brasileiro, que a equipe nunca tinha sido eliminada de uma competição. Não, as coisas vão acontecendo. Agora temos a expectativa de qual será a melhor forma de apresentar uma equipe competente em que não coloquemos os jogadores em risco e sempre com uma pressão muito forte. Por isso falo do que foi o jogo de quarta-feira, a única diferença hoje foi que o Diego Costa fez o gol (no início) e o Matheus Nascimento, que teve uma oportunidade muito boa, não marcou.
O Botafogo chegou aos 51 pontos na liderança do Campeonato Brasileiro, e Bruno Lage manteve os pés no chão.
– As vantagens não são boas de lado nenhum. Aqui dentro estamos muito com o pé no chão. Já fiz essa pergunta a vocês. Hoje temos quantos pontos? 51. Alguém ganhou o Brasileirão com 51 pontos? Não, né? Então, temos que continuar a trabalhar – resumiu.