Presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins se posicionou sobre a proibição de bets no Brasil, decretada pelo Governo Federal na noite de sexta-feira. O clube, que tem contrato de patrocínio com a VBet, conta com o apoio da GDA Luma para minimizar impactos. Foi o que contou o jornalista Guilherme Cardozo, do canal “Gigante Glorioso”.
– Ontem tive uma rápida conversa com o presidente do Botafogo, João Paulo, que estava recebendo um monte de ligações, desde que o decreto federal saiu, a medida provisória decretando o fim da operação de bets no Brasil, de casa de apostas. De certa forma, não que (os clubes) foram pegos desprevenidos, mas de certa forma não acreditavam que isso ocorreria do dia para a noite. Não é só o presidente do Botafogo, mas o presidente do Flamengo me parece que foi pego de calça arriada aí, e muitos outros acreditavam que isso fosse feito de uma maneira mais suave. Conversando com ele, é claro que é preciso entender todos os termos dessa medida provisória, porque operar proibindo o manuseio, o jogo, as apostas, é uma coisa. A questão dos contratos é outra, porque o Campeonato Brasileiro tem contrato, a própria marca do Brasileirão está vinculada ao patrocinador do clube da Lagoa – iniciou Guilherme Cardozo.
– O Botafogo também tem um contrato até final do ano que vem. Apesar de já ter antecipado receita desse ano, tem a receita do ano que vem. O Botafogo obviamente contava com esse dinheiro, a casa de apostas que patrocina o Botafogo contava com a exposição, mas alguns clubes estão muito desprotegidos. E conversando com o João Paulo, ele concordando, eu vi algumas coisas que eu vinha falando com ele sobre essa tendência de migração. Se já havia um interesse de Fluminense, de Santos, Grêmio, vários outros clubes do Brasil de se tornar SAF, agora, pela indireta que o governo federal deu, vai ser a salvação. E o presidente do Botafogo considera que por ser SAF e por estar já com um acordo engatilhado com o Gabriel de Alba, da GDA Luma, o Botafogo tem esse impacto minimizado. Vai ter o impacto? Claro, porque vai deixar de receber uma verba de patrocínio. Agora vai ter que correr atrás de patrocinador, porque o contrato vai ter que ser rescindido antecipadamente por uma questão de ordem pública. É uma ordem que vem de cima e, como a casa não pode operar mais, vamos ver como é que vai funcionar. Obviamente que os clubes não podem ser mais prejudicados. Então “tem que pagar multa rescisória”, não, os clubes não podem ser mais prejudicados do que já serão. Agora, quem é SAF, conversando com o presidente João Paulo, ele falou assim, “ainda bem que temos a GDA nesse horizonte aí”, porque senão a situação ficaria muito mais complicada. Porque a GDA, além de minimizar o impacto, já que é um ano só de contrato que o Botafogo tem, ela potencializa parcerias. Ela minimiza o dano e potencializa parcerias. Ela vai buscar no mercado internacional outros contatos, outras fontes de renda, de uma forma muito mais efetiva do que se nós estivéssemos ainda no modelo associativo. Então, há uma expectativa de que o impacto não seja muito grande, mas é claro que isso vai mexer e muito no futebol brasileiro. Até dia 5 de outubro, acabou – completou.
O Botafogo tem contrato com a VBet até o fim de 2027, com valores de R$ 55 milhões por temporada, podendo chegar a R$ 70 milhões com metas. A GDA Luma está próxima de ser tornar acionista da SAF.