Capelo, sobre SAF do Botafogo com John Textor: ‘Caminho mais inteligente para acelerar recuperação’

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Por FogãoNET

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Rodrigo Capelo fala da Botafogo S/A
Reprodução/SporTV

O Botafogo está em vias de se tornar SAF (Sociedade Anônima do Futebol) com venda de 90% dos ativos do futebol para a Eagle Holding, do empresário americano John Textor. Mas o que isso significa na prática? Na “Central do Mercado”, do “GE”, o jornalista Rodrigo Capelo analisou e explicou um pouco a questão.

– Para recapitular, já falei algumas vezes, quem não entendeu vai entender agora. A associação civil Botafogo de Futebol e Regatas hoje é responsável por administrar tudo. O que estão fazendo é abrir empresa e passar o futebol da associação para essa empresa, que é 90% vendida para um proprietário, o que está avançando. John Textor ainda não é dono desta empresa, tem várias etapas para serem concluídas nos próximos 120 dias. O prazo é 60 dias prorrogáveis por mais algum prazo, é o que diz nas letras finas do que foi assinado – afirmou Capelo, antes de falar dos próximos passos.

– Temos as linhas gerais, 90% vendido e 10% continua com a associação. R$ 400 milhões é a promessa de investimento. A solidariedade em relação à dívida de R$ 1 bilhão é algo que também fica prometido. Vai precisar mandar dinheiro da empresa para a associação para lidar com dívidas cíveis, trabalhistas e tributárias. Qual o cronograma do investimento? Quanto dinheiro vai entrar por temporada? Qual vai ser o conselho de administração? Isso está sendo decidido. A associação continua como sócia minoritária e vai indicar alguém para participar. Quem vai ser? Como vai funcionar? Tudo está sendo negociado, não é que não sabemos as esposas, ainda não tem respostas – comentou.

Na visão do jornalista, o Botafogo acertou na opção de se transformar em SAF.

– A ideia é que o Botafogo possa se recuperar mais rápido. Como associação poderia, aumenta arrecadação, gasta menos, vai pagando a dívida aos poucos. Foi assim que parte do clubes, como Flamengo, Palmeiras e Bahia, conseguiu se recuperar. A ideia é acelerar a recuperação e acho que é um caminho mais inteligente, porque levaria muito tempo para recuperar se dependesse do Conselho Deliberativo, principalmente pelo nível das pessoas que administram o clube nos últimos anos – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET e Central do Mercado (GE)

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