CEO completa seis meses no Botafogo e prega continuidade por avanços: ‘Maior desafio é mudar a cultura’

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Por FogãoNET

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Jorge Braga, CEO do Botafogo, em 2021
Vítor Silva/Botafogo

Economista, Jorge Braga completa seis meses de Botafogo nesta sexta-feira. O CEO trabalha bastante nos bastidores, cerca de 15 horas por dia, evita exposição, mas tem aparecido bastante recentemente pelo trabalho. Em entrevista ao “Lance!”, ele falou sobre o período no clube.

Meu maior desafio é mudar a cultura. Existem transformações lentas e rápidas, estamos tentando fazer uma disruptiva, porque o Botafogo não tem cinco ou seis anos para se transformar. Nosso desafio é em questão de meses. Eu tenho tido muito apoio do Durcesio (Mello, presidente), o grupo de Conselheiros é muito bom, jurídico, financeiro… Você não consegue fazer mudança sem as pessoas, por melhores que sejam as ferramentas. As pessoas no Botafogo são uma grata surpresa, todos muito comprometidos e disponíveis. Minha missão é mudar a cultura e colocar a barra mais alta – afirmou Jorge Braga, que é exigente.

– Times de alta gestão têm um perfil diferente: eles gostam de ser desafiados, falam de metas e recursos, se sentem estimulados com o que fazem e a gestão desse grupo é uma combinação de autonomia e muita troca. Nenhum atleta de alta performance evolui sem um treinador exigente. O Botafogo precisa entrar em forma muito rapidamente e eu sou um treinador exigente, mas escuto e entendo o limite para qualquer processo de transformação. Nem todo mundo se adapta, mudar cultura é isso – acrescentou.

Sem promessas ou bravatas, Jorge Braga prega continuidade para o Botafogo seguir em evolução e atingir novas metas. Ele acredita que é possível a recuperação do clube.

– Falo muito pouco de futuro. Os torcedores se acostumaram a ouvir muita promessa, sou um cara que falo do que eu fiz. O que enxergo daqui a seis meses é a continuidade de tudo que tem sido feito: parar o sangramento de dinheiro no caixa, aumentar a eficiência entre despesas e receitas, tornar o clube superavitário, ser mais eficiente, especialmente na valorização de atletas, ter um processo de base muito melhor, aproveitar melhor os recursos do clube, as sedes, o Nilton Santos, o CT e dar continuidade no plano de enfrentar a dívida e investir no futebol, que é o conceito da S/A. A nova lei da SAF vai separar a política do clube da gestão profissional com controles e transparência. Acho que essa lei vai mudar muito o mercado brasileiro, vai dar esse último empurrão para os clubes que querem se profissionalizar – explicou.

Fonte: Redação FogãoNET e Lance!

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