CEO do Fortaleza, líder do Campeonato Brasileiro e adversário do Botafogo neste sábado, no Estádio Nilton Santos, Marcelo Paz recordou quando John Textor, acionista majoritário da SAF do Glorioso, o convidou para ser o CEO do clube, no começo de sua gestão. Segundo ele, a proposta para ir para o Alvinegro foi firme, mas ele acabou optando por ficar no Leão do Pici.
– Conversei com o Textor em janeiro de 2022, eu tinha acabado de ser reeleito presidente do Fortaleza. Tive uma conversa direta com ele, online, fez uma entrevista, meu inglês é básico, não é top, já imaginei que ele não quisesse por causa da língua, e ele quis. Eu parei para pensar e não podia deixar o Fortaleza naquele momento, nem entrei na negociação de números, de contrato. Os caras me falaram que era coisa grande, salário muito bom. Era para ser o CEO, cargo que hoje ocupa o Thairo, um grande profissional. Depois encontrei o Textor algumas vezes, sempre muito gentil, muito simpático – disse Paz ao “Charla Podcast” na noite desta sexta-feira.
O dirigente, que já fez cobranças a John Textor no episódio dos relatórios da “Good Game!”, definiu o cartola alvinegro como um “grande personagem” do futebol brasileiro. Ele evitou entrar em polêmicas às vésperas do duelo importantíssimo deste sábado.
– Acho ele um grande personagem. Ele virou uma marca. Ele veio para cá e todo mundo fala dele. Incorporou o espírito da torcida do Botafogo, entendeu o que é o clube. É inegável que depois da entrada dele o Botafogo cresceu absurdamente em vários aspectos, estrutura, time, torcida mais presente… Tem suas controvérsias, não vou me aprofundar sobre isso ainda mais na véspera do jogo, mas é um grande personagem do futebol brasileiro, que agrega. O futebol é entretenimento, e ele faz parte desse entretenimento, é uma figura muito ativa e viva em todos que acompanham o futebol – afirmou.
Falando sobre Textor, Macelo Paz também ironizou as críticas que apareceram recentemente sobre o fair play financeiro, depois que o Botafogo bateu recordes com transferências de jogadores e passou a figurar entre os principais postulantes aos títulos no país e na América do Sul.
– Sobre essa questão do fair play financeiro… Quando eu posso pagar mais não tem fair play, quando aparece alguém para pagar mais do que eu aí tem fair play? O fair play só vale quando aparece alguém que gasta mais do que eu? Quando sou eu o que mais gasto não tem fair play? Isso aí é incoerência, seja de quem for. Não estou falando nomes – disse Paz, defendendo uma discussão madura sobre o tema:
– É claro que tem que ter fair play. Não pode um clube estar devendo o time, contratações, e estar gastando. Está errado. Como se gasta em contratações mais do que o próprio orçamento do clube? Tem que ter algum tipo de controle. Tem que ter fair play, é básico, funciona nas principais ligas do mundo. Se o clube é muito bom em fazer dinheiro e tem a capacidade de pagar os maiores salários, parabéns para ele. O Flamengo é um baita exemplo para isso. E não estou dizendo que o Botafogo não seja. A discussão hoje é rasa, tem que ser aprofundada.