Clubes das Séries A e B divulgam nota repudiando termos da Libra e sugerem nova divisão de cotas

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Por FogãoNET

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Clubes das Séries A e B divulgam nota repudiando termos da Libra e sugerem nova divisão de cotas
David Nascimento

Um bloco de 27 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniu nesta sexta-feira e uma nota foi divulgada repudiando os termos estabelecidos pela Liga do Futebol Brasileiro (Libra), criada por Flamengo, os cinco paulistas da Primeira Divisão, Cruzeiro e Ponte Preta, informa o “GE”.

Os clubes em questão divergem principalmente sobre a divisão das receitas. A proposta original é de 40% repartido igualmente, 30% por performance e 30% por engajamento e audiência. A sugestão do bloco com mais agremiações é de 50% de forma igualitária, 25% por performance e 25% por engajamento.

Fluminense, Athletico-PR, Ceará, Atlético-GO, Avaí, Cuiabá, Fortaleza, Brusque, Operário-PR e Sampaio Corrêa são alguns dos clubes que já divulgaram o texto. A nota não é assinada.

Confira a íntegra da carta:

A maioria dos clubes de futebol integrantes das séries A e B do Campeonato Brasileiro segue em seu esforço pela criação da Liga de Clubes e, com esse objetivo, se reuniu na tarde desta sexta-feira para discutir os critérios que nortearão, em bases sustentáveis e justas, o equilíbrio de forças no futuro.

Entre os assuntos debatidos, o mais relevante foi a divisão de receitas de forma que contribua de fato para o aprimoramento da competição, tornando menos desiguais as condições de competitividade atuais.

Os termos aceitos em São Paulo por outros 6 clubes perpetuam o abismo que existe hoje, ao manterem a parte igualitária das receitas em 40%, enquanto nos campeonatos mais bem sucedidos este percentual pode chegar a 68% somando todos os direitos domésticos, internacionais e de marketing, caso da Premier League, por exemplo.

Não é aceitável que haja clubes ganhando 6 vezes mais do que outros, enquanto nas melhores Ligas do mundo essa diferença não ultrapassa 3,5 vezes.

Outro ponto a ser aprimorado é a adoção de premissas que não privilegiem pilares de difícil aferição, em especial ao que tange a engajamento. Tais critérios, na visão da maioria dos clubes que participaram da reunião, apenas perpetuam a posição de superioridade de alguns sobre outros, não dando a oportunidade de maior equilíbrio dos campeonatos.

A criação da Liga entre os 40 clubes será a oportunidade de se mudar efetivamente o futebol brasileiro e esse objetivo não pode se subordinar a interesses individuais de alguns, petrificados há décadas na superioridade de recursos. Sabemos que não seria justo buscar igualdade total de receitas, mas sim equanimidade e melhor distribuição.

O futebol brasileiro não avançará sem que haja um consenso entre os 40 clubes das séries A e B de que a justa distribuição de receitas gerará maiores oportunidades na disputa.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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