Tite chegou ao Botafogo na segunda quinzena de setembro com o filho e auxiliar Matheus Bachi, promoveu Rodrigo Bellão e manteve Marcelo Salles. Assim, conta atualmente com três assistentes. Em entrevista ao site “GE”, o técnico explicou a razão e como divide funções.
– Eu procuro sempre potencializar os bons que aqui já estão. E não pegar uma equipe de trabalho, ficar jogando (dentro do clube) porque aí eu tenho um know-how para a coisa, tenho prestígio, querem me contratar e vou levar seis caras, sabendo que tem (profissionais na equipe) – disse Tite, ao “GE”.
– Há algumas situações básicas. O Matheus é o meu auxiliar que mais conhece de futebol dentro daquilo que eu imagino e penso. É jovem, acadêmico. O Bellão, da mesma forma: jovem, acadêmico, com “perna” (vivência) e com tecnologia por trás. O Marcelo (Fera), idem – adicionou.
Tite é o principal responsável e define modelo d jogo e estratégia. Os auxiliares se dividem de acordo com a fases do jogo.
– Nós nos integramos nas diferentes fases: ofensiva, defensiva, construção e bola parada. Olhamos, eu determino as situações que serão trabalhadas, seja do modelo de jogo ou da estratégia, e aí nós distribuímos. Por vezes, modificamos quem vai fazer a parte ofensiva, a iniciação ou a bola parada. Isso para que haja sempre sintonia e para que todos saibamos as funções e os posicionamentos de cada um – explicou.
– Na bola parada, na estreia contra o Mirassol, era o Bellão quem estava no comando. Ele teria a condição de fazer a sintonia e algum ajuste. Então, quando havia uma bola parada, eu saía para que ele pudesse intervir. Depois, em alguns momentos do jogo, nós nos integrávamos à conversa. Aí sim, eu, Matheus e Bellão – detalhou.