Apesar de ter se classificado para a terceira fase da Libertadores, o Botafogo correu riscos na vitória por 2 a 0 sobre o Nacional Potosí (BOL), nesta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos. Esta é a opinião do comentarista Carlos Eduardo Éboli, do programa “Redação SporTV”.
– O Botafogo flertou com a falta de juízo no segundo tempo. No primeiro tempo, era para ter sido 4 ou 5 a 0. Foi um domínio total do Botafogo, com muita naturalidade, o que era esperado. O primeiro jogo, na altitude de Potosí, 4.000 metros, já deu essa indicação. As melhores chances foram do Botafogo. Veio um ou outro lance do Nacional de Potosí, finalizando mais, mas dando muito espaço. O time do Nacional de Potosí é tão fraco que ele também sentiu a altitude em casa. Então, ele deu espaço para o Botafogo jogar na altitude. Fora da altitude, também deu espaço para o Botafogo jogar. O Botafogo dominou. Fez um 1 x 0 rápido, até, com o Alex Telles. Para mim, os dois alas, laterais, do Botafogo, atuaram muito bem. Danilo, mais uma vez, foi um dos destaques do Botafogo. Acabou sendo dele o segundo gol, já no finalzinho do primeiro tempo. Mas um 2×0 que ficou com gosto de poderia ter sido muito mais – iniciou Éboli.
– Já era para voltar para o segundo tempo com a missão mais do que cumprida, liquidada. OK, vamos embora, vamos fazer o segundo tempo protocolar. Mas estava apenas 2 x 0. Então, o adversário só precisava de um gol para complicar e levar para os pênaltis, né? A gente viu o que aconteceu com o Bahia. E eu acho que aí o Botafogo flertou com o azar, com uma falta de juízo, como eu falei. Foi reduzindo o ritmo. Foi fazendo uma partida meio modorrenta, deixando o jogo rolar. E o adversário foi gostando, pensando “dá para beliscar uma coisinha aqui”. E teve lance perigoso, teve bola na trave. Não precisava. Não precisava do segundo tempo do jeito que foi do Botafogo. Mas conseguiu a classificação – complementou o comentarista.
Classificado, o Botafogo vai enfrentar o Barcelona (EQU) na terceira fase, com jogo de ida no Equador e volta no Estádio Nilton Santos.