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Comentarista: ‘Botafogo Way é uma maldição para o clube. Não basta exigir que jogue de determinada maneira, precisa de peças’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Comentarista: ‘Botafogo Way é uma maldição para o clube. Não basta exigir que jogue de determinada maneira, precisa de peças’
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo Way pode estar atrapalhando. É o que considera a jornalista Joanna de Assis, do programa “SporTV News”. A comentarista fez sua análise após o empate em 1 a 1 do Glorioso com o Caracas, nesta quinta-feira, na estreia na Copa Sul-Americana.

– Fica amargo, porque o Botafogo é aquela competição traiçoeira. O Botafogo colocou o time titular, foi na contramão de quase todas as equipes brasileiras. Então importa essa competição para o Botafogo também. É um começo de trabalho do Franclim Carvalho. Acho que ele é o menos culpado do resultado, acho que é muito pouco tempo. Mas eu fiquei pensando muito na forma como o Botafogo jogou ontem, porque foi uma escalação muito ofensiva e dá para entender. Você está jogando no Nilton Santos, você tenta colocar o que você tem de melhor, contra um adversário mais fraco tecnicamente. Acho que o Botafogo se comportou em tese, quando você olha a escalação e o comportamento do time, você pensa “eu acho que o raciocínio está correto”. Mas ao mesmo tempo, me vem a frase do Botafogo Way, e eu acho que é uma maldição para o Botafogo. Ela mais atrapalha do que ajuda. Por quê? Parece que o técnico se sente obrigado a colocar uma formação ofensiva, e eu até entendo, por ser um jogo com um adversário mais fraco em casa. Mas parece que vira uma obrigação e ela se sobrepõe a uma ideia de jogo que o Franclim pudesse ter e se sobrepõe aos talentos – frisou Joanna de Assis.

– Porque dá para ter o Botafogo Way, que foi instituído em 2022, mas acho que essa frase, essa forma de jogar ficou mais forte, obviamente, na história recente do Botafogo, na conquista da Libertadores, na conquista do Campeonato Brasileiro. Mas para ela dar certo você precisa de peças. Então não basta você exigir que o time jogue de uma determinada maneira. Ele precisa ter peças, jogadores. Então você tinha jogadores referências para esse tipo de comportamento, para esse tipo de jogo. O Botafogo tinha o Luiz Henrique, tinha o Almada. Hoje é um elenco diferente, são outros jogadores. Então a primeira coisa que me vem na cabeça é isso. Acho que atrapalha muito o trabalho de qualquer treinador. Ficou mais forte depois da demissão do Renato Paiva, porque todos os técnicos que passaram tinham essa questão dessa cobrança de jogar de um jeito específico, como o John Textor quer que o time jogue. E que ele prega desde 2022 – explicou.

Para a comentarista, o novo técnico do Botafogo já quis tentar a escalação ofensiva.

– O Franclim, quando fala do jogo, ele cita que jogou com quatro atacantes. O tripé de três volantes que vinha sendo utilizado é desfeito. É um Botafogo que joga mais para a frente. Mas é um Botafogo que simplesmente não teve inspiração. Então estava em uma escalação para ser ofensivo, para machucar, e não conseguiu machucar. Obviamente se expõe mais jogando dessa maneira e acaba tomando um gol. Poderia ter sido muito pior. Acho que vai ter muita coisa que o Franclim vai repensar e acho que o John Textor vai ter que repensar também, porque é uma pressão danada para o treinador ser obrigado a fazer um determinado esquema de jogo. E eu acho que enquanto o Botafogo fica preso nessa ideia, todo técnico que passar vai sentir tanta pressão, e os jogadores também, e isso só atrapalha. Quando o Botafogo, por exemplo, contratou o Martín Anselmi, que claramente tem um estilo um pouco diferente do Botafogo, o cara não teve tempo de se desenvolver e acaba sendo demitido, e era um técnico que os jogadores gostavam. Então talvez se ele tivesse tido um pouco mais tempo, o Botafogo tivesse crescido nessa altura do campeonato, nessa altura da temporada. O primeiro problema que eu vejo é esse. E eu não sei como que o Franclim vai resolver – complementou.

Fonte: Redação FogãoNET e SporTV

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