O Botafogo vive um momento conturbado dentro de campo, com a eliminação na Copa Sul-Americana e sem treinador, e também fora dele, com mudanças na SAF e aparente aumento da influência do associativo no futebol. A entrevista de Alex Telles após o jogo contra o Cienciano, de que acreditava no projeto do clube e crê numa volta por cima, gerou indagações no programa “Seleção SporTV”.
– Essa frase que o Alex Telles fala, de que acredita no projeto… A pergunta que eu faço é: mas qual projeto? O que eu acho que ele acredita é no Botafogo, na instituição, nos colegas… Mas projeto, Alex, eu lamento, ainda não tem – pontuou o comentarista Sérgio Xavier Filho.
Renata Mendonça também tentou entender o que Telles quis dizer.
– A gente não sabe qual é o projeto que vai permanecer agora. Já mudou muita gente. Todo mundo que fez algum projeto com ele saiu. Hoje é um outro CEO, já teve decisões de reformulação do departamento de futebol trazendo outras pessoas indicadas pela associação, você tem agora um mix maior de associação e SAF, está chegando um novo investidor… Você tem dúvidas ainda sobre o que vai ser o Botafogo. A gente vai precisar entender como vai ficar – ressaltou Renata.
– Por sorte, o Botafogo não está brigando contra o rebaixamento. Beleza, não vai ser campeão, mas pode fazer um Campeonato Brasileiro muito digno e conseguir uma classificação para a Libertadores. Os jogadores, eles até têm feito mais do que, se você parar para observar a bagunça que ficou do lado de fora e as saídas de jogadores importantes… É complexa a situação. Esse projeto que o Alex Telles está falando era um quando ele chegou – completou a comentarista.
Apresentadora do programa, Mariana Fontes respondeu Alex Telles, que repetiu que a imprensa gosta de falar do Botafogo em momentos ruins como o atual.
– O Alex Telles fala que, para a imprensa, é um prato cheio falar do Botafogo. Não é que a imprensa prefira um ou outro tema… É que o Botafogo faz um ano excepcional em 2024, de futebol bonito, um ano de muitas conquistas, praticamente dois anos depois de voltar de uma Série B, e a queda que a gente vê logo na sequência, com o time sendo desfeito, com essas confusões de quem é o dono, quem é que está mandando, quem está botando dinheiro, quem é que realmente está mandando no futebol, quem é o treinador, é claro que isso causa certa surpresa, especialmente num intervalo tão curto de tempo. Não é um prato cheio para a imprensa porque é o Botafogo, é um prato cheio para a imprensa porque é absolutamente inusitado vir de um ano tão vitorioso e depois a gente não saber responder logo na sequência quem é que está responsável pelo clube – falou Mari.