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Comentaristas analisam o que muda no Botafogo sem Eduardo para enfrentar o Goiás

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Comentaristas analisam o que muda no Botafogo sem Eduardo para enfrentar o Goiás
Vitor Silva/Botafogo

Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o meia Eduardo vai desfalcar o Botafogo contra o Goiás, na próxima quarta-feira (28), em Goiânia. O técnico Luís Castro tem algumas opções no meio, e quem aparece como favorito é Gabriel Pires, que entrou em todos os jogos desde que foi contratado.

Os comentaristas Henrique Fernandes e Marcelo Raed, do Grupo Globo, analisaram a ausência de Eduardo e o que mudará no Botafogo.

– O Gabriel é um jogador que prefere ocupar um espaço um pouco mais recuado que o Eduardo. Gabriel gosta de armar o jogo de trás, explorando o campo aberto pra fazer passes longos ou lançamentos. É mais forte que Eduardo, o que pode ajudar o time em um jogo bastante físico que o Goiás deve tentar, mas é menos ágil e ataca menos a área que o titular – avaliou Henrique Fernandes.

– Gabriel é um organizador, pode jogar como primeiro ou segundo do meio de campo. Ao contrário do Eduardo, que pisa mais no campo de ataque, o Gabriel não demonstrou nos últimos anos intensidade pra fazer essa marcação alta. Podem ocupar a mesma faixa de campo, mas o Gabriel joga com o pé esquerdo, abrindo o jogo. Já o Eduardo, com o pé direito, trazendo para o meio. Pode funcionar acionando o jogo do Jeffinho. A boa notícia é que, nesta função, o Botafogo parece ter dois jogadores no mesmo nível para o modelo de jogo – opinou Raed.

Além de Gabriel Pires, outra alternativa seria reforçar o setor de contenção com Danilo Barbosa fazendo parceria com Tchê Tchê e deixando Lucas Fernandes mais solto.

– Com Danilo Barbosa, Gabriel ou Tchê Tchê, um dos dois precisará se apresentar mais à frente. Assim, Lucas Fernandes passará a ter mais liberdade, fazendo o trabalho do Eduardo. Isso pode favorecer o chute de média distância do Lucas, que é muito bom, e deve dar mais força física ao meio, mas deixa o time menos técnico e menos ágil no setor – disse Henrique Fernandes.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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