Não é só o Botafogo que vive situação difícil. O RWDM Brussels, clube que integrava a rede criada por John Textor, passa por uma situação ainda pior, correndo risco até mesmo de acabar, segundo publica o jornal belga “Sud Info”.
O título da reportagem já chama a atenção: “O silêncio da Cork Gully que pode custar a sobrevivência do RWDM”. O texto explica que a empresa, administradora judicial da Eagle Football, está protelando uma possível venda do antigo RWD Molenbeek.
Quando o RWDM Brussels foi colocado à venda, assim como aconteceu com Botafogo e Lyon, vários compradores manifestaram interesse, e dois apresentaram uma proposta: Thierry Dailly, ex-presidente do clube, com um grupo de investidores belgas, e a Red Bird Capital Partners, com investidores chineses.
As negociações, no entanto, fracassaram nos trâmites finais, porque a Cork Gully LLP não conseguiu conseguiu garantir aos compradores a propriedade integral das ações do RWDM, que haviam sido dadas como garantia por John Textor a seus credores, gerando riscos de ações na Justiça.
Sem conseguir as licenças necessárias, o RWDM Brussels foi rebaixado para a terceira divisão. A questão das ações foi resolvida, mas os problemas continuaram aparecendo. A Cork Gully aumentou o valor necessário para adquirir o clube e suas dívidas, de € 6,5 milhões para € 19,9 milhões, por não conseguir garantir que alguns débitos poderiam ser perdoados.
Depois dessa mudança, a Red Bird desistiu da proposta, e Thierry Dailly retirou sua oferta por enquanto. Ainda segundo o “Sud Info”, a Cork Gully não está mais respondendo Dailly, RWDM e até mesmo o Lyon, “aparentemente sob o pretexto de não ter mais recursos financeiros para administrar o caso”.
“Isso é uma forma de dizer, nas entrelinhas, que gostariam de receber uma comissão pelo trabalho realizado nos últimos meses. Esse silêncio por parte da Inglaterra está causando preocupação no clube, a ponto de questionarem se conseguirão começar os preparativos para a temporada”, finaliza a reportagem.