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Dé Aranha revela amor pelo Botafogo e decepção com goleada de 7: ‘Ocorreram fatos que não posso falar’

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Por FogãoNET

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Dé Aranha, ex-jogador e ex-técnico do Botafogo
Reprodução/Charla Podcast

Dé Aranha tem história no Botafogo, seja como jogador ou técnico. Hoje comentarista, ele atuou no clube entre 1977 e 1980 e treinou a equipe em diversas oportunidades. Porém, ao mesmo tempo em que tem amor pelo Glorioso, Dé tem uma decepção guardada.

No “Charla Podcast”, no YouTube, ele comentou sobre uma goleada sofrida, em situação estranha, que o fez mudar os rumos da carreira.

– Fui técnico do Itaperuna, Madureira, Joinville, Fortaleza, Moto Club, rodei o Brasil inteiro, bem aqui, ali nem tanto, é a vida do técnico. Mas tive grandes oportunidades no Botafogo e decepções, o que praticamente me fez tomar a decisão de abdicar da carreira no Brasil, porque fiquei envergonhado em uma situação que aconteceu em uma goleada, ocorreram fatos que me desgostaram. Não posso falar disso porque envolve pessoas que não vale a pena. Se alguém quiser perguntar algo sobre isso, pergunte ao presidente do Botafogo, Mauro Ney Palmeiro, ao (Carlos Augusto) Montenegro. Isso me desgostou muito – declarou.

Dé Aranha não citou qual o jogo especificamente. O canal trata como a goleada por 7 a 1 para o Fluminense, em 1994, mas as pistas dadas pelo ex-treinador são da derrota por 7 a 0 para o Vasco, em 2001. Na ocasião, havia jogadores que não queriam entrar em campo, devido ao atraso de salários, mas atuaram a pedido dele, O presidente neste ano era o citado Mauro Ney Palmeiro.

– Tive alegrias e decepções, como qualquer pessoa, e isso influenciou na minha vida, fui obrigado a sair do país de vergonha, porque achava que não acontecia mais aquilo no futebol, que nego facilitaria determinadas situações, que nunca passou por mim aceitar um troço desses. Não aceito até hoje. Porque para mim a pior coisa do mundo é você não se esforçar, não lutar pela vitória estando sendo pago para isso. Mesmo que você não estivesse recebendo. Nessa época o pessoal devia quatro ou cinco meses de salários aos jogadores, prometeram pagar inclusive no vestiário e sumiram. Houve uma vítima nessa história, sobrou para mim que era o técnico. Para não envolver outras pessoas e não manchar o futebol, jogaram no meu peito – disse Dé, que saiu do Brasil em 2001.

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– Fui-me embora, ganhei minha vida honestamente, fiquei 11 anos fora do país e ainda dirigi clubes daqui nas minhas férias, como Duque de Caxias, o meu querido América, o meu querido Rio Branco… Mesmo ferido, magoado, foi maravilhoso para mim, porque fui para outro país, fiquei 11 para 12 anos e botei minha pipa no alto. Foram vários times, dirigi oito equipes, fiquei radicado em Dubai, o que me dá a independência hoje – explicou.

Apesar do episódio, Dé Aranha guarda um sentimento de carinho pelo Botafogo.

Eu amo o Botafogo. Vesti essa camisa como jogador, a gente detém o recorde mundial de invencibilidade, de 52 jogos, sem ter sido campeão. Foram em dois Campeonatos Brasileiros, e não fomos campeões. No dia que perdemos a invencibilidade, contra o Grêmio, saímos do campeonato. O amor que tenho pelo Botafogo, não só como jogador, é pela trajetória de mais de dez anos, as vitórias e derrotas, muito me orgulha. Como não amar? O clube sempre abriu as portas para mim – finalizou.

Veja o vídeo:

Fonte: Redação FogãoNET e Charla Podcast

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