A decisão do desembargador Luiz Eduardo Canabarro que mandou devolver os direitos políticos de John Textor na SAF do Botafogo causou uma insegurança no clube e em pessoas envolvidas na busca por reforços, segundo relatou o jornalista Thiago Franklin, no “Canal do TF”.
Internamente, o Botafogo segue trabalhando normalmente, sob o comando de Eduardo Iglesias, CEO e interventor judicial, com a SAF no processo de recuperação judicial. No entanto, o ressurgimento de Textor no noticiário causou uma certa apreensão.
– Conversei hoje com algumas pessoas ligadas ao futebol, que estão negociando jogadores com o Botafogo, e essa instabilidade causada ontem [segunda-feira] pelo John Textor, isso pode ser mal visto no mercado do futebol, porque, hoje, o Botafogo busca uma credibilidade que acabou acontecendo com a saída do John Textor, por causa das questões dos advogados, do transfer ban, etc… O Botafogo tenta buscar uma credibilidade no mercado. E quando você tem, de novo, a possibilidade do Textor voltar a ser o administrador do clube, o que acaba acontecendo? As pessoas ficam inseguras. “Pô, o Textor voltou? Mas pô, ele está devendo a gente, como que a gente vai fazer uma negociação? O que o mercado vai falar sobre isso?” – disse Thiago Franklin.
– Essa insegurança que hoje acontece em relação ao Botafogo e essa liminar que aconteceu ontem na Justiça, isso é complicado para o Botafogo. O Botafogo busca uma credibilidade no mercado e quando você tem, de novo, o John Textor sendo colocado na justiça como administrador da SAF, isso dá um susto no mercado da bola. Então, isso tem que ser resolvido o quanto antes também para o Botafogo desagarrar as negociações – completou o jornalista.
O Botafogo trabalha para derrubar a decisão do desembargador e entende que o que foi determinado vai de encontro a um entendimento do STJ, que apontou o Tribunal Arbitral da FGV como órgão competente para questões societárias da SAF.