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Destaque do Botafogo, Júnior Santos revela inspiração em Ronaldinho Gaúcho: ‘Via o DVD, comprava camisa e ia para o campinho achando que estava na Champions’

Por: FogãoNET

Destaque do Botafogo, Júnior Santos revela inspiração em Ronaldinho Gaúcho: ‘Via o DVD, comprava camisa e ia para o campinho achando que estava na Champions’
Reprodução/Botafogo TV

Maior artilheiro da história do Botafogo na Libertadores, Júnior Santos teve uma trajetória complicada até se tornar profissional, sem ter passado por categorias de base e tendo passado por muitas dificuldades. Para superar isso tudo, o atacante revelou que sua principal inspiração na infância para jogar bola era Ronaldinho Gaúcho.

Nascido na pequena Conceição de Jacuípe, na região metropolitana de Feira de Santana, na Bahia, Júnior Santos tentava emular os dribles e jogadas do R10 nos campinhos de terra.

– Quando comecei a jogar foi muito tarde, com 12 anos eu comecei a treinar… Nossa, muito ruim (risos)… Aí comecei a jogar futsal, golzinho… Eu assistia muito vídeo do Ronaldinho Gaúcho. Tinha um DVD que saiu na época, acho que era Joga Bonito, na época em que ele jogava no Barcelona, da Nike. Eu ficava assistindo aos vídeos, comprava a camisa do Ronaldinho, colocava ela e ía para o campo tentando fazer a mesma coisa. E aí dizia que eu era o Ronaldinho, amarrava a camisa na cabeça. Sempre tive essa imaginação de estar num campinho de terra, descalço, achando que eu estava na Champions – contou Júnior Santos, ao podcast da “Botafogo TV”.

– A imaginação me ajudou. Não desmerecendo a base, é essencial o jogador ter a base, mas quem vem do chão, é como se ele vivesse a paixão do futebol, acho que ali que ganha sentido a coisa. Quando você pega um cara humilde, que veio de uma situação extrema, que não acredita que pode chegar no holofote, você traz o sonho, a imaginação, e aliado a um trabalho de base, é algo que vem com amor. Você vai pegar Garrincha, Ronaldinho, Pelé… São jogadores, fora os outros, que trouxeram esse negócio da dificuldade, da pobreza – completou.

Para conseguir se sustentar, Júnior Santos precisou se virar e aceitava todo tipo de trabalho que aparecesse pela frente. Até que começou a ganhar dinheiro jogando peladas quando se mudou para Salvador.

– Eu parei de jogar futebol foi com 15, 16 anos. Não queria jogar. Tinha muitas pessoas que me levavam para testes, mas não consegui ficar em nenhuma equipe e imaginei que aquilo não era para mim. Isso me fez eu me decepcionar, me frustrar. Eu nunca fiz um teste num time. Eu ficava frustrado quando não passava nas peneiras. Às vezes era 10 minutos, você nem pegava na bola direito. Achava que a oportunidade era muito pouca. Eu era um pouco rebelde na minha adolescência, conheci bebida, noite, festa e fui por outro caminho – contou Júnior Santos.

– Meu pai sempre quis que eu fosse jogador, sempre acreditou. Com 20 anos, nessa vida de curtição, começo a trabalhar, fui para Salvador e aos fins de semana comecei a jogar em alguns bairros lá, comecei a fazer gol, jogar em estádios. Aí os caras: “Pô, quem é esse neguinho aí?” Comecei a ganhar um dinheiro, R$ 100, aí fui para R$ 200, R$ 300, R$ 400 por jogo. Mas ficava muito cansado, porque batia massa o tempo todo, carregando cimento… Eu fazia qualquer coisa, carpintaria, fui garçom na beira da praia. Comecei a me virar. Eu era aceleradão. Todo mundo gostava de mim porque sempre fui disposição, dava a vida no trabalho – concluiu.

Júnior Santos tem oito gols marcados em quatro jogos na Libertadores e é o grande nome desse começo de temporada do Botafogo. Com 29 anos, o atacante tem contrato com o Glorioso até dezembro de 2025.

Fonte: Redação FogãoNET e Botafogo TV

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