O portal “GE” trouxe nesta quarta-feira (8/4) detalhes do aporte de US$ 25 milhões proposto por John Textor na SAF do Botafogo, atrelado à emissão de novas ações. De acordo com a reportagem, o Banco BTG ainda não emitiu um um parecer ao clube associativo sobre a questão.
A oferta do empresário norte-americano ao clube social menciona um Contrato de Compra e Venda datado de janeiro de 2026, no qual a SAF e a Eagle Bidco acertam a transferência de aproximadamente US$ 40 milhões em créditos financeiros e uma participação de 90% nas ações.
Tudo isso seria repassado à Eagle Football Group, empresa sediada nas Ilhas Cayman que foi criada em outubro de 2024 para entrar na Bolsa de Nova York. Na prática: a atual controladora do Botafogo venderia a SAF para outra empresa, a “Eagle Cayman”.
Nos termos do contrato citado, a “Eagle Cayman” se comprometeria a injetar US$ 50 milhões em até cinco anos a partir da data de transferência das ações – os US$ 25 milhões citados por Textor seriam a primeira parcela -, além de quitar os US$ 40 milhões de créditos recebíveis até o último dia de 2026.
No entanto, essa transferência de ações só pode acontecer se for aprovada por todas as partes, entre elas a Ares, credora da Eagle Bidco. A SAF deseja que o social assine o documeto e encerre negociações com a Ares, enquanto fontes próximas a Textor creem que, se a Ares contestar a validade da assinatura, o tema poderia ser resolvido na Justiça.