O Botafogo evoluiu na base. Com títulos em 2025 e bom início em 2026, o clube colhe frutos de investimentos e mudanças realizadas. Diretor de coordenação de futebol, Léo Coelho celebrou a fase.
– Hoje, quando a gente olha pro nosso sub-20 estreando no Estadual profissional, contra outra equipe profissional e com atletas experientes, e a gente sai com um resultado positivo, (…) tudo parece muito natural. Por ser uma equipe grande, já ter uma base consolidada. Mas o nosso processo não foi tão natural assim – lembrou Léo Coelho, que citou o que mudou.
– Em 2025, continuamos com algumas mudanças, incorporamos e aumentamos a qualificação. Temos o (Rodrigo) Bellão à frente da categoria e liderando como treinador, mas não só o Bellão. Ele é um líder de extrema importância para que a gente consiga resultados, não só de campo, mas de desenvolvimento e exposição de atletas. Também temos essa exposição com base na integração entre as categorias sub-20 e principal. Tem que haver essa integração, senão o lançamento de jovens para a equipe principal não acontece – explicou o dirigente.
Augusto Oliveira virou o diretor da base, que passou a treinar a categoria sub-20 no CT Lonier, perto do elenco profissional.
– A aproximação já dá resultados. Vemos também uma mudança de chave nos atletas, que passam a entender o processo de transição e estão mais próximos da gente. Quando têm a oportunidade de estrear num campeonato profissional ou até mesmo integrando paulatinamente as relações juntos aos profissionais, eles compreendem e não se sentem tão ansiosos, tão pressionados. Já entendem o nosso dia a dia, e aí não é um choque tão grande. Acho que isso tudo é fruto de muita cooperação, trabalho, autonomia e confiança. No final, no frigir dos ovos, vai haver tanto a entrega técnico-tática de performance em campo, assim como o resultado financeiro. Temos atletas que são potenciais ativos, e esses ativos estão sendo cada vez mais valorizados. Trabalhamos para que sejam reconhecidos no mercado como ativos do mais alto nível, com o selo de formação da “Escola Botafogo” – concluiu Léo Coelho.