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E o Domingos Andrade? Bellão explica por que não deu chances a volante no Botafogo

Por: FogãoNET

E o Domingos Andrade? Bellão explica por que não deu chances a volante no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Rodrigo Bellão teve seis jogos como treinador interino nesta passagem recente, finalizada na vitória por 3 a 2 sobre o Grêmio, antes de se tornar auxiliar de Tite. O profissional deu oportunidade a diversos jogadores. Mas Domingos Andrade não jogou.

O volante angolano não teve chances. Sua única partida foi na derrota por 1 a 0 para o Vitória, ainda com Franclim Carvalho no comando. Rodrigo Bellão explicou por que não utilizou Domingos Andrade.

– Em relação aos Domingos, ele está crescendo. Ele está sendo um atleta que está treinando muito bem. Teve muito de opção minha, mesmo. Eu acho que o Huguinho está num momento muito importante. Muito importanto, muito grande da vida dele para o nosso clube. Acho que ele está crescendo a cada partida. E quando eu tirei o Huguinho contra o Athletico-PR, o Huguinho vinha de dois jogos ou três meio que em baixa. Então, na partida do Athletico-PR, eu optei por uma experiência. E aí, por isso, a opção do Allan. Porque eu acho que em momentos difíceis e decisivos não adianta a gente achar que só a molecada que vai correr, que resolve. Então, eu optei por ter uma experiência ali. E aí, coloquei o Allan. Acabou não funcionando do jeito que eu esperava. E aí, depois, voltei com o Huguinho. E aí, eu até falei com o Huguinho. Eu fico imaginando o Huguinho vindo de três partidas e se ele que perde a bola que o Toledo perdeu ou que o Medina perdeu dentro da área. Se ele tinha acabado de fazer um pênalti no jogo anterior. Será que ia estar todo mundo falando bem do Huguinho nesse momento? Então, será que não seria uma crítica muito grande na vida dele? Porque ele viria de fazer pênalti, de situações feitas. Então, eu o tirei para poupá-lo. E recuperar o mental dele naquele momento. E foi muito importante para ele. Ele mesmo falou isso comigo. E a gente tem uma relação muito grande. Eu e o Huguinho. Por toda a minha passagem aqui no clube. Então, eu optei por experiência – explicou Bellão.

Contra o Grêmio, novamente um volante entrou no segundo tempo: Allan.

– Eu achei que a gente precisava de alguém que organizasse o time. Então, não é fácil você fazer uns 5-3-2. E aí, eu botei o Allan centralizado. Assim como eu pus o Marçal ali também. Porque precisava de um momento de experiência. Não é fácil você só colocar. A nossa zaga estava muito jovem, com Arthur Chaves e Justino naquele momento também. Então, precisava ter alguns jogadores com alguma experiência. O Telles até tinha falado que estava cansado. Falei “não, eu preciso de você até o final”. E o Telles falou que podia contar com ele. Porque aí, no momento de dificuldade, não é fácil. E a gente viu como foi difícil segurar esse final de jogo. Eu fico triste comigo mesmo por não ter dado essa oportunidade para o Domingos. Que é uma coisa que eu gosto de fazer muito. De rodar o time. Mas o momento não me propiciou da oportunidade para todo mundo como eu gostaria – contou.

Rodrigo Bellão ainda citou outros casos parecidos.

– Por exemplo, o Arthur Chaves mesmo. Teve oportunidade por uma questão de suspensão. Eu gostaria de ter colocado o Lucas Emanuel também em algum momento. Eu até puxei o Lucas Emanuel, trouxe para o banco nessa minha passagem quase todas as vezes. Quando eu assumi, senti que ele estava muito tempo só treinando e não jogando. Então, eu o desci para o sub-17. Porque o menino em formação de 17 anos não está pronto. Não adianta para todo mundo achar que ele está pronto. Ele desceu, fez três, quatro, cinco gols no sub-17. E acho que o próximo passo dele é flutuar mais no sub-20 até. Para que ele ganhe uma casca maior. Então, por isso que o Domingos não entrou. E se talvez tivesse sido uma situação diferente, de a gente estar ganhando e conseguindo ter o controle do jogo, talvez eu tivesse colocado o Domingos e não o Allan. Porque eu não precisaria de alguém que me ajudasse a estruturar defensivamente a equipe, organizar essa situação – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET

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