Mais um capítulo da novela da briga pelo poder no Botafogo. Em petição na última terça-feira (10/2), na qual pede indeferimento de pedidos feitos pelo clube associativo, a Eagle Bidco diz que John Textor “sequestrou” a gestão da SAF “em conluio” com o social. A informação é do site “GE”.
A empresa é contra três pedidos do associativo: a inclusão de Textor como réu no processo entre as partes, o ressarcimento de R$ 155 milhões ao clube social e a nomeação de um interventor na briga.
– A mudança repentina de postura do Clube Associativo não engana. O seu suposto arrependimento, além de extemporâneo, é fabricado tão somente para esta demanda. Afinal, enquanto o Sr. Textor dissemina na mídia mentiras e bravatas sobre “aportes” na SAF Botafogo, mesmo sem possuir poderes para tanto e cujos termos, aparentemente, constrangem até seus mais fiéis adeptos, o presidente do Clube Associativo, Sr. João Paulo Magalhães Lins, reuniu-se mais uma vez com o Sr. Textor e disse à imprensa que poderia apoiar mais uma das suas manobras – reclama a Eagle.
– De qualquer forma, o Clube Associativo nunca apontou qualquer ato concreto de ilegalidade, violação estatutária, abuso de poder ou desvio de finalidade por parte da Eagle Bidco que justificassem seu abstrato pedido de intervenção. Até porque o poder de gestão da Eagle Bidco está atualmente sequestrado pelo Sr. Textor que, como visto, opera com conivência decisiva e diária do Clube Associativo – acrescenta.
A Eagle não concorda que deva ressarcir o Botafogo associativo em R$ 155 milhões e defende que a parte política do clube está agindo em conjunto com John Textor.
– Além de completamente descabidos do ponto de vista processual, os pedidos do Clube Associativo revelam uma súbita mudança na sua postura diante do caos financeiro com que, frise-se, ele próprio cooperou e contribuiu no âmbito da SAF Botafogo. Sem qualquer constrangimento, o Clube Associativo deu um passo atrás e reformulou toda a sua narrativa, fingindo-se de rogado para imprimir um falso senso de isenção na disputa. Trata-se, no caso, de uma tentativa de terceirizar a culpa por atos praticados em conluio com o Sr. Textor – diz e Eagle.
O clube social considera que a SAF se desvalorizou pela briga entre John Textor e Eagle.
– Está provado e comprovado nos autos que durante todos esses meses a situação financeira e administrativa da SAF se deteriora cada vez mais, por condutas praticadas pelos sócios da Eagle que se acusam mutuamente de desvios e fraudes – argumenta a defesa do associativo, ao “GE”.