A Eagle Football Holdings voltou a se manifestar em processo judicial. A companhia quer a suspensão imediata de atos de John Textor, acionista do Botafogo, em assembleia realizada no dia 17 de julho, segundo informação do blog do Diogo Dantas, do “O Globo”, nesta sexta-feira (22/8).
A alegação é que Textor conduziu de forma irregular e atuou sem poderes para representar a Eagle, diluindo a participação acionária da empresa e transferindo ativos para uma nova empresa.
“Os atos de 17 de julho são nulos, contra legem e, por isso, merecem ser urgentemente suspensos, sob pena de se permitir que novas ações irregulares e ilegais sejam praticadas em benefício do Sr. Textor, por ele próprio, em prejuízo dos sadios interesses da sociedade, na forma do art. 115 da Lei das S/A, como tudo se expôs na inicial desta cautelar“, afirma a Eagle, na petição.
“Afinal, o objetivo dessas operações ilícitas e, portanto, não admitidas pelo Direito, é esvaziar a companhia, transferir todos os seus ativos para uma empresa constituída pelo próprio Sr. Textor nas Ilhas Cayman, obter garantias dos ativos mais relevantes do clube, e diluir a participação acionária da Eagle Bidco como resultado da conversão de um pretenso empréstimo (cuja existência não é sequer confirmada) em ações na SAF Botafogo“, acrescenta.
A Eagle ainda contesta a cobrança de R$ 152,5 milhões em empréstimos porque, segundo ela, a negociação foi feita por Textor nos dois lados.