Igor Jesus poderia ter defendido outros clubes do Brasil em vez do Botafogo, pelo qual foi campeão brasileiro e da Libertadores e anotou o gol de uma das maiores vitórias da história do futebol do país em 2025. Foram essas as revelações de seu empresário, Jefferson Batista, em entrevista à “Central do Mercado”, do “GE”.
Jefferson trabalha com Igor Jesus desde os 12 anos de idade. Ele contou que o Flamengo buscou o centroavante ainda nas categorias de base do Coritiba e que, depois de começar bem no profissional, precisou ser negociado com o Shabab Al Ahli, dos Emirados Árabes, devido à situação financeira do Coxa.
– Nas categorias de base, no sub-15, o Flamengo queria. Eu, juntamente com o presidente naquela época, entendemos que não era a situação ideal, porque a gente queria potencializá-lo muito no profissional do Coritiba. Essa foi a primeira investida oficial. Depois que ele chegou ao profissional, ele já era monitorado pelo Arsenal, tinha vários clubes da Europa acompanhando. Mas, infelizmente, a pandemia travou muitas coisas que já estavam andando. Naquele momento, o presidente do Coritiba tinha muitas dificuldades econômicas e aí, por causa da pandemia também, fomos meio que obrigados a fazer a situação para o mundo árabe, que no final foi muito bom para todos – lembrou Jefferson.
Segundo o representante de Igor, que hoje se destaca no Nottingham Forest e segue como um candidato a estar na Copa do Mundo de 2026, o Botafogo deu um chapéu no Atlético-MG em 2024, citando os nomes de Alessandro Brito (diretor de gestão esportiva), André Mazzuco (então executivo de futebol) e John Textor. Outros gigantes do futebol brasileiro também fizeram ofertas na época de Emirados Árabes.
– Com um ano de mundo árabe, a proposta oficial foi do Internacional e, depois de um ano e meio, a proposta oficial do Brasil foi de Athletico-PR, Atlético-MG, Inter e Botafogo. Nós estávamos praticamente certos com o Atlético-MG, mas o Textor junto com o Mazzuco e o Alessandro Brito foram muito profissionais, arrojados, foram muito preparados para aquela situação, não tivemos dúvidas de acertar com o Botafogo – contou o empresário, dando mais detalhes do chapéu do Fogão no Galo:
– Inicialmente, não eram os valores que a gente imaginava [do Atlético-MG], os valores ainda não eram interessantes, estávamos conversando. Só que nesse meio tempo, o Alessandro Brito, que conhece o Igor desde as categorias de base, junto com o Mazzuco, me ligaram e eles foram economicamente muito mais potentes naquele momento do que o Atlético-MG. Após isso, o Atlético quis reatar as negociações, mas por tudo que foi ofertado para nós, não tínhamos como mais voltar na situação. E teve também a diferença de o Botafogo ter se deslocado até o mundo árabe e ter uma reunião presencial conosco.
Alguns meses depois do Botafogo ter aplicado um chapéu no Atlético-MG, Igor Jesus estava em campo ajudando o Glorioso a conquistar o maior título de sua história justamente sobre o Galo, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Graças a Deus.