Entusiasta da ideia, Lênin Franco vê marca própria como última opção para o Botafogo no momento

46 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

Camisa Kappa Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Durante sua passagem pelo Bahia, Lênin Franco implementou um bem-sucedido modelo de marca própria para os uniformes do clube. O atual diretor de negócios do Botafogo é entusiasta da ideia, mas diz que esta é a última opção no momento para o Glorioso, devido às demandas mais urgentes num primeiro momento.

– Possibilidade sempre tem. Só que não podemos achar que tudo que fazemos num lugar irá se repetir em outro. Tem características diferentes de mercado e torcida. E precisamos ter duas questões: se eu tenho uma proposta de uma empresa que tem uma vantagem financeira a curto prazo, tendo a entender que é a melhor situação, hoje. Acho que a marca própria é muito vantajosa. Sou muito apaixonado pela ideia de marca própria. Porém, para eu ir para a marca própria, hoje, é só se não tiver nenhuma proposta na mão. Basicamente é isso. Se tiver proposta e ela for vantajosa, iremos para um caminho que apresente proposta. Se a gente não tiver, aí podemos pensar num projeto de marca própria – explicou Lênin ao “GE”.

– Quando tem a marca própria, esse processo produtivo é de responsabilidade do clube. Tem que decidir o tecido, fornecedor do escudo, da etiqueta, como a gola e o punho serão… Tem uma demanda de trabalho maior. Em compensação, a receita também é muito maior. Numa conta simples, duplica ou triplica a receita com venda de material esportivo. Uma das coisas que o torcedor acha é: “o Botafogo é um clube nacional e essa distribuição vai ficar difícil”. Mas o clube não assume a distribuição na marca própria. Quem faz é a fábrica. Ela vai continuar entregando para todo o Brasil, assim como faz para as outras marcas. Acho que as diferenças são essas: de receita e também de demanda de trabalho entre um e outro – completou.

O contrato com a Kappa, atual fornecedor de material esportivo, termina no fim deste ano. Essa indefinição impacta até mesmo na loja física, que no momento encontra-se fechada.

– O desenrolar da loja física está muito atrelada ao desenrolar do fornecedor de material esportivo. Porque existem formatos diferentes e modelos de negócio. Têm modelos de negócio que a marca fornece mas não opera a loja, aí você tem que ter um terceiro. Se for esse modelo precisa abrir concorrência para interessados nessa questão, que é mais demorado. Tem modelo que a própria marca opera a loja – se a gente for por esse caminho, vai ter momento em que a própria marca assume imediatamente – e tem o modelo que se fosse de marca própria o clube iria operar a loja, se quisesse, para aumentar ainda mais a receita. Mas a loja vai estar inteiramente ligada à resolução do material esportivo – detalhou Lênin.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

Notícias relacionadas