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Everson crê que expulsão de Gregore atrapalhou Atlético-MG em Libertadores perdida para o Botafogo: ‘O que a gente se preparou muito acabou mudando’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

Falta de Gregore em Fausto Vera em Atlético-MG x Botafogo | Final da Libertadores 2024
Reprodução/TV Globo

Gregore foi expulso aos 30 segundos da final da Libertadores vencida pelo Botafogo por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, em Buenos Aires, em 2024. Do lado do Galo, há uma crença de que o cartão vermelho para prejudicial para o time. Pelo menos essa é a visão do goleiro Everson.

Em entrevista ao “Charla Podcast“, ele deu detalhes da final e falou sobre a estratégia do técnico Gabriel Milito, que não mudou o esquema no primeiro tempo, mesmo após a expulsão.

– Na hora, para ser sincero, não tem como julgar. Sério, não tem como julgar, porque, naquele momento, quando nós jogamos, na época da final, um mês antes da final, todos aqui concordávamos que o Botafogo estava em uma situação melhor que a nossa, em termos de confiança e qualidade. Eles estavam jogando bem, fazendo um bom Brasileirão, enquanto nós vínhamos bem nas copas. Tanto que fomos para duas finais de copa naquele mesmo ano e estávamos mal no Brasileirão. Quando foi chegando próximo da final, na semana em que antecedeu a decisão, você viaja três dias antes, se prepara para aquele evento, a final da Libertadores, o maior evento da América do Sul. E a gente foi trabalhando – iniciou Everson.

– Dentro do estudo, dentro do que a gente analisou, tínhamos muito claro o estilo de jogo do Botafogo. Eles faziam a saída com três, com o Gregore, os dois laterais avançavam muito e os pontas entravam por dentro. Então, conseguiam pressionar muito a equipe adversária. Mas, ao mesmo tempo, quando pressionavam muito, acabava sobrando um pouco mais de espaço. Uma equipe que pressiona muito, que joga muito e coloca cinco caras na linha de ataque, vai abrir espaços. E a gente trabalhou muito em cima disso, para jogar um pouco mais reativo, sabendo que conseguiríamos explorar o espaço que o Botafogo iria nos dar. A gente encaixou bem a marcação e treinou muito para ter um jogo reativo e saber utilizar esses espaços – contou o goleiro.

– Só que a expulsão, com menos de um minuto, transferiu tudo o que a gente tinha trabalhado naquela semana. A partir dali, a gente teve que ir para cima e controlar o jogo, enquanto eles passaram a ser a equipe reativa. Então, o que a gente se preparou muito para aquele jogo acabou mudando. É muito raro uma situação como essa. Óbvio que você tem que se preparar para várias situações dentro do campo de jogo, mas aquilo que a gente havia trabalhado muito para aquela partida mudou completamente. Aí você fala de mudança. Óbvio que, quando houve uma mudança no segundo tempo, a gente jogou muito melhor, e a mudança surtiu efeito. Mas, talvez, naquele momento, o professor achou que era melhor manter aquela formação, porque ainda acreditava que conseguiríamos ter uma vantagem no jogo. Mas o Botafogo também estava em um grande momento. Não tirando o mérito do Botafogo, que foi muito assertivo também no primeiro tempo – disse.

O fato de Artur Jorge não ter feito alterações defensivas não pegou o Atlético-MG de surpresa.

– Também não surpreendeu. A gente viu os encaixes. Viu que ele colocou o Marlon (Freitas) um pouco mais recuado, aproximado da zaga, o Savarino virou volante, o Almada e o Luiz Henrique começaram a acompanhar mais o nosso lateral e o Igor Jesus ficou ali no volante. Então, acabava sobrando mais tempo para a gente com a bola no pé, com os nossos zagueiros. Eu estou lá de trás, consigo ver todo o jogo ali. Mas, infelizmente, talvez, se nós mudássemos, poderíamos ter virado o primeiro tempo melhor.

– Só que, infelizmente, já passou. A gente perdeu uma grande oportunidade e ainda teve chances de empatar o jogo com o Vargas. Duas vezes, se eu não me engano. Teve um lançamento do Mariano em que ele dá um tapa por cima. Teve também uma bola em que ele poderia tocar para o Kardec. O gol estaria livre e a gente empataria o jogo. Depois, ainda teríamos mais 30 minutos. Se a gente não ganhasse, pelo menos empataria o jogo e teria mais 30 minutos de prorrogação. Seria muito difícil. Foi no limite. E, no terceiro gol, a gente já estava entregue. Foi um dia em que perdemos uma grande oportunidade de ganhar um grande título e de colocar nosso nome na história do clube, assim como aquele elenco colocou o nome na história do Botafogo – finalizou Everson.

Fonte: Redação FogãoNET e Charla Podcast

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