Ex-vice de finanças se abstém em votação da SAF do Botafogo: ‘Não acredito nesse projeto. Espero que dê certo’

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Por FogãoNET

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Bernardo Santoro, conselheiro e ex-vice-presidente de finanças do Botafogo
Reprodução

A aprovação da venda da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo para John Textor se deu com 167 votos a favor, três votos contra e uma abstenção, na noite desta quinta-feira, em reunião do Conselho Deliberativo realizada em General Severiano. Ex-vice de finanças do clube, Bernardo Santoro revelou em seu perfil no Facebook que votaria na abstenção.

Apesar de muitos acreditarem que ele votaria contra, ele preferiu se abster. E explicou os motivos.

– Em virtude da covid, participando de forma online da reunião do Conselho Deliberativo do Botafogo para aprovação da proposta de compra de 90% da SAF formada pelo clube para a Eagle Holdings, do empresário John Textor. Votarei pela abstenção por não acreditar nesse projeto. Não acredito no projeto porque ele não faz sentido econômico. Os 20% de receitas anuais da SAF a serem destinados ao pagamento das dívidas do clube não chega à metade do custo de rolamento anual da dívida do BFR, que dirá para o pagamento do principal.

Não vi, por parte da diretoria do clube, um plano de gestão do BFR para o cenário sem as receitas do futebol, que sempre bancou o resto das atividades do clube, ainda que isso seja errado. Sem contar o obscuro processo de criação dessa SAF e os termos da contratação da XP e captação das propostas.

– Em 2017, na última reunião do CD do Botafogo votou-se a aprovação da compra do Lonier pelo clube com endividamento de 25 milhões. Mesmo sendo base da gestão do meu amigo CEP (Carlos Eduardo Pereira), fui o único que deixei claro que aquela operação era insustentável. O resultado foi um elefante branco que agora será consertado pelo novo investidor. Fui o único voto de abstenção (que pedi ao saudoso Presidente Jorge Aurélio que consignasse em ata).

Na minha gestão como VP de Finanças, reduzimos nominalmente a divida do clube em 125 milhões de reais. Se contarmos a atualização normal da dívida, nossa gestão reduziu em mais de 250 milhões de reais a dívida do clube. Falo com conhecimento de causa.

Entendo que uma nova bola de neve está sendo criada, mas não vou atrapalhar e por isso não votarei não. Votarei pela abstenção como voto de confiança a esse novo projeto. Espero que dê certo e que eu possa, da arquibancada, voltar a gritar “é campeão”. Saudações alvinegras a todos – escreveu.

Perguntado sobre qual seria o melhor caminho para o Botafogo, Santoro deu sua opinião.

– Insolvência civil e venda do fundo esportivo e comercial para uma empresa em leilão. A nova empresa seria o novo Botafogo sem as dívidas do velho. Uso da arrecadação do dinheiro da venda do fundo esportivo, comercial e patrimônio para pagamento do que desse das dívidas do velho Botafogo e extinção do CNPJ velho – argumentou.

Fonte: Redação FogãoNET, Facebook do Bernardo Santoro e Twitter Fogo na Rede

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