A situação externa do Botafogo está afetando no dia a dia dos jogadores, a ponto do time ter sido goleado pelo Athletico-PR por 4 a 1 neste domingo, na Arena da Baixada, sob o comando de Rodrigo Bellão. No programa “Fechamento SporTV”, o comentarista Felipe Melo elogiou as lideranças do elenco, mas deixou claro que o extracampo acaba impactando o desempenho dentro das quatro linhas.
– O Botafogo só consegue realmente ter um bom grupo, os atletas se gostam, porque você tem uma liderança que é muito profissional. Porque se tivesse nesse time aí jogadores que fossem, desculpa o termo, vagabundos, que você sabe que tem no futebol, em todo segmento tem aquele cara que é menos profissional, aquele cara que de repente rema contra, não recebe um salário, está acontecendo um problema aqui e tira o pé do acelerador… Você sabe como é que são as coisas, todo lugar tem. No Botafogo não tem. É um elenco profissional, mas esse problema vem de cima e atinge muito os atletas – pontuou o ex-volante.
– Eu falei no início da temporada que esse Botafogo, no meu modo de pensar, brigaria pelas primeiras colocações. Errei até o momento. O time é muito bom, mas precisa colocar primeiro um treinador que vai fazer esse time jogar. E outra, é um ambiente ruim. Os atletas não sabem o que vai acontecer. Realmente, isso tem influenciado muito dentro de campo. Grandes jogadores que há pouco tempo atrás estavam jogando um bom futebol, pensando inclusive na seleção de seus países, e hoje o torcedor tem pensado, inclusive, em vaiar. É complicado – completou.
Outro comentarista na mesa, Paulo Nunes disse que os jogadores estão entregues à própria sorte.
– Não é tentar passar pano nos jogadores, mas é muito difícil você trabalhar. Só de mudança de treinador, já mudou vários treinadores. E isso muda a maneira de treinar, a maneira de correr ou para frente ou para trás, o trabalho físico, o trabalho técnico. E aí, quando você tem uma loucura como é na direção, na presidência da SAF e isso entra dentro do campo… Não tem como, toda hora esses jogadores estão jogando com essa pressão. Os jogadores estão a migalhas, eles não sabem o que está acontecendo – avaliou Paulo Nunes.