Com um longo texto no X nesta segunda-feira (16/3), Felipe Neto se posicionou sobre a situação atual do Botafogo. Ele falou sobre John Textor, rebateu quem diz que ele é “porta-voz” do empresário norte-americano e deixou questionamentos ao clube social.
A principal dúvida do youtuber é se o associativo tem alguma “alternativa viável” para o clube e por que “assinou dívida com juros impagáveis, mas não aceita emissão de ações nos quais os juros seriam convertidos”.
– Não é alarmismo, é realidade. Se o clube social não assinar, a situação se tornará caótica. Talvez o John tenha cartas na manga pra tentar salvar ainda assim, mas desconheço. Leia até o fim para ver que não falo de “caos” para pressionar pela assinatura, mas porque é a verdade. Quando eu digo que ou entra dinheiro novo e volta a “confiar” no Textor, ou o clube quebra, é porque essa é a percepção da realidade de qualquer um que analise a situação. Direitos de imagem já estão atrasados novamente; a dívida com o Atlanta está, de novo, a ser renegociada pelo John para impedir o transfer ban; outras cobranças virão.
– Por quê? Porque não há dinheiro em caixa. Pq? Porque, pra entrar capital, precisa ser por emissão de novas ações, para ter novos sócios. O que impede isso? O associativo, há meses. Mas por quê? Por que será que o associativo se recusa a assinar? Qual o “lado deles” da história? Reparem, eles próprios se recusam a responder. Eu não estou dando opinião aqui; é um fato. Eles não respondem! – escreveu Felipe Neto.
O empresário rebate as hipóteses de o clube social não poder assinar supostamente por conta de arbitragem da FGV ou por supostamente estar impedido juridicamente.
– Vocês lembram que já houve um primeiro aporte dos investidores, certo? Foi que tirou o transfer ban e salvou as contas. O dinheiro que entrou, entrou como dívida com juros altíssimos, diria que impagáveis. A ideia foi entrar como dívida; em seguida, o clube assinaria o documento para permitir emissão de novas ações, e aí a dívida seria convertida em ações para os investidores e os juros seriam liquidados. Só que o social não assinou e não quer assinar a emissão de novas cotas de ações. Então, o que vai acontecer se o John for removido do Botafogo de algum modo?
– Spoiler: os investidores irão querer o dinheiro de volta em quantias que não são possíveis de pagar. E nenhum investidor do planeta vai assumir o clube para ter de pagar aquilo. Nenhum banco, nenhum fundo, nenhum nada, certamente ninguém do associativo. Por favor, entendam essa questão com a seriedade que ela exige: Se o John sair, a dívida que o associativo aceitou quebrará o clube. Se ele ficar e o associativo assinar o documento, a dívida é convertida em ações para os que investiram – prossegue Felipe Neto.
O botafoguense pede ao clube social a apresentação de um novo caminho viável.
– Por favor, eu imploro: apresentem uma terceira opção e eu analisarei com todo o carinho do mundo. E, se eu entender que a saída do John é viável e melhor para o futuro do Botafogo, passarei a defendê-la. Até lá, repito as perguntas: presidente João Paulo, por que não assina a emissão de novas ações se você já assinou a dívida com juros impagáveis e esse dinheiro já entrou? Sendo que você sabia que os juros impagáveis seriam convertidos em ações com a assinatura desse documento. Pq aceitar a dívida e não aceitar a emissão de ações? Torcedores e social, qual é a alternativa viável que não quebraria o clube? – questionou.
Leia o texto completo abaixo:
22408 – agora senta pra ler pq é imenso.
— Felipe Neto 🦉 (@felipeneto) March 16, 2026
Respondendo questões importantes.
Alguns dirão que sou porta-voz do Textor. Estou acostumado a gente limitada falando a meu respeito sem saber a realidade. Podem ver q quem discorda de mim, mas me conhece, não alega q estou postando…