A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) emitiu uma nota oficial, enviada ao portal “GE”, dizendo “lamentar” as declarações do técnico do Botafogo, Martín Anselmi, sobre ter de mudar seu planejamento para o jogo contra o Vasco em virtude do regulamento do Campeonato Carioca.
O Glorioso, que já estava classificado como líder de seu grupo, havia relacionado apenas oito jogadores do elenco principal. Depois, acabou adicionando mais cinco atletas, mandando a campo uma equipe mesclada entre reservas e jogadores do sub-20.
O regulamento do Carioca exige que, após a terceira rodada, os clubes devem usar atletas do elenco principal, sob pena de perder as cotas de TV. Na nota, carregada de termos rebuscados, há ainda críticas a um jornalista, sem citar nomes – deduz-se que seja André Rizek, do SporTV.
Leia a nota da Ferj:
“A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro lamenta os equívocos ocorridos em parte do conteúdo dos comentários do treinador do Botafogo, em entrevista coletiva após o clássico contra o Vasco, na noite de domingo, provavelmente por não ter sido avisado dos dispositivos regulamentares do campeonato, em que o próprio Botafogo e todos os demais clubes participaram de todo o processo de análise, discussão, decisão e aprovação, integralmente na forma como se encontra publicado.
Além do regulamento, os valores destinados à competição, a quantia, a forma de distribuição a cada clube e a premiação foram decididos e ajustados pelos quatro grandes clubes, em reunião especificamente destinada para este fim.
Convém ressaltar que a afronta e violação a regulamentos e contratos aprovados pela respectiva instituição fere de morte os mais comezinhos princípios éticos e traduz desrespeito coletivo àqueles cumpridores de suas obrigações.
Lembramos que nenhum dispositivo regulamentar se constitui fator impeditivo à escolha dos atletas que devam fazer parte de uma partida; apenas condiciona os valores a que fará jus, de acordo com os compromissos assumidos.
A Federação de Futebol do Rio não tem nenhuma ingerência nas opções de treinador ou subordinado de seus filiados. Assim sendo, por exemplo, na próxima partida todas as equipes poderão optar por qualquer atleta que for do seu elenco, devidamente em condição de jogo, lembrando que o vencedor fará jus a um prêmio de R$ 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais.)
A vida é feita de ética, coragem, prudência, bom senso e sabedoria nas escolhas.
Por fim, afastando qualquer viés de leviandade em suas declarações, lamentamos a postura de determinado profissional da comunicação que de forma precipitada e equivocada, constrói e divulga uma narrativa distante da verdade.
O Campeonato Carioca, instituição secular, segue firme, gostem ou não, com seus parceiros fiéis, (clubes, patrocinadores, instituições de comunicação e outros), que tanto têm feito para o seu sucesso.”