O Botafogo respirou aliviado no Campeonato Brasileiro com a vitória magra sobre a Chapecoense no sábado, no Estádio Nilton Santos. Tiquinho Soares, titular pela primeira vez desde que voltou, fez o gol decisivo. No programa “SBT Sports Rio” desta segunda-feira (19/10), a apresentadora Fernanda Maia, fã do centroavante e que já vinha pedindo sua titularidade há alguns jogos, mandou um recado para o técnico Tite, em tom de brincadeira.
– Tite, me assiste todo dia que vai dar bom para você. Eu conheço esse negócio de Botafogo! Você sabe, Tite, porque você falou em equipe efetiva… Eu ganhei um bolo de aniversário porque meu ataque não fazia gol há três meses. E eu estou aqui há quanto tempo falando: “Bota o Francisco, bota o Francisco”? Aí, botavam o Francisco 15 minutos, numa insistência incansável com o Arthur [Cabral] – disse Fernanda, elogiando a atitude da comissão de não colocar o antigo titular no segundo tempo:
– Achei muito legal da parte de vocês proteger o atleta e não colocá-lo naquela atmosfera que estava no sábado, uma atmosfera legal, mas todo mundo sem paciência com o atleta. A culpa não é do Arthur Cabral, não. A culpa é de quem fica insistindo em colocá-lo sabendo que ele não está numa fase boa. Quem protege os atletas são os treinadores que colocam para jogar e tiram. O Arthur Cabral já era para ter sido protegido há algum tempo, porque ele é um ativo do clube.
‘Quero ver mais tramas, um time mais conectado’
Fernanda Maia, porém, ficou na bronca com a atuação do Botafogo contra o lanterninha do Brasileirão. A apresentadora espera evolução do time nesta reta final da temporada 2026.
– O Botafogo não jogou muito bem, teve muitas oportunidades, mais domínio, muito volume de jogo… Mas quem é o último time do Brasileirão? É a Chape. O Botafogo não estava jogando contra Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Athletico-PR, era contra a Chape. Se não fosse o brilho, a capacidade técnica e efetiva de Tiquinho Soares, o placar seria 0 a 0. Ia ser uma história repetida do Botafogo do ano inteiro, ia criar, tentar, chutar mil vezes e não fazer gol – disse.
– Eu sempre falo: “No lugar certo, você briga diferente.” Nessa hora em que o Botafogo está desesperado, flertando com Z-4, tem que jogar quem está melhor, quem você acha que vai definir. Não está bom, troca. E disso não vou reclamar, as alterações foram rápidas. Mas quero ver mais tramas, um time mais conectado, mais histórias, eles parecem que não constroem histórias. O que a gente vê são os jogadores jogando por si, eu quero ver o coletivo – pediu Fernandinha.