Um jogo para ficar marcado na temporada do Botafogo. Negativamente. É assim que Franclim Carvalho cobra que seja lembrada a eliminação da Copa do Brasil na quinta fase com derrota por 2 a 0 para a Chapecoense. O treinador reclamou da falta de pontaria do time.
– No primeiro tempo, eu recordo-me de duas ou três incursões do Júnior Santos ali nas costas, sobre o corredor esquerdo do adversário, que depois não definimos tão bem. Eu recordo-me de uma bola do Arthur (Cabral), que vai ao poste, e depois o Júnior no rebote tem que fazer gol, tem que ganhar a frente do adversário, ou faz gol ou ganha o pênalti. E não podemos, o árbitro dá quatro minutos, nós não podemos tomar um gol a 30 segundos de acabar o primeiro tempo, porque a eliminatória está empatada. Não podemos adormecer, que foi o que aconteceu. Depois, ir atrás do resultado, nós sabemos que o futebol é assim. Sabíamos que o adversário se ia fechar, ia agarrar a vantagem que tinha, com o apoio dos torcedores, normalíssimo, a fazer cera, normalíssimo. O árbitro é que tem que dar mais tempo, obviamente. Mas eu acho que o árbitro podia dar mais dez minutos, eu acho que nós não íamos fazer gol, porque vocês viram que nós tivemos três, quatro oportunidades claras para fazer gol. Não fizemos, eu lembro-me de uma do Kadir de cabeça, lembro-me de uma do Kadir com o pé, lembro-me de uma do Tuco com o pé esquerdo, lembro-me de uma do Tuco de cabeça. Portanto, eu acho que nós criamos o suficiente para fazer gol. Nós fizemos 22 remates, zero gols – desabafou.
– Esta não é a imagem que nós queremos dar, obviamente. A do primeiro tempo. A do segundo tempo é uma máscara, porque o primeiro tempo não pode sair da nossa cabeça. Nós não podemos dizer, vamos esquecer, porque já passou. Vamos é ter que nos lembrar disto todos os dias. Porque deixa marca, deixa mágoa e ficamos fora de uma competição muito importante para nós a todos os níveis. Muito importante a todos os níveis. Financeiro, uma competição eliminatória, jogo casa-fora, que nos permite discutir o jogo com qualquer adversário. E nós desperdiçamos uma vantagem que trazíamos, por curta que fosse, era uma vantagem e nós não a aproveitamos e damos 45 minutos ao adversário e ele aproveitou ele bem – acrescentou.
O técnico português quer que o jogo fique na cabeça de todo o departamento de futebol.
– O impacto que tem na nossa temporada é que estamos fora de uma competição que nós tínhamos a aspiração de chegar às oitavas de final. Estamos na quinta fase, queríamos passar. Não passamos, é o impacto que tem. E como eu disse anteriormente ao seu colega, é um momento que tem que deixar marca, porque nós não podemos dizer, já passou, vamos esquecer, não, não. Eu quero que os jogadores, e eu, e a minha comissão, e a diretoria, nos lembremos disto todos os dias. Porque isto não somos nós. Não fomos nós. Portanto, é o impacto que tem – resumiu.