Franclim Carvalho está feliz com as opções que tem para o ataque. Após a vitória por 2 a 1 do Botafogo sobre o Santos, nesta quinta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, o treinador falou da escolha por jogar com quatro atacantes, como foi em 2024, e elogiou os jogadores.
– O Botafogo não foi meu em 24, nem é meu em 26. O Botafogo é de todos nós. Nós não podemos olhar para isto assim. Nós já tivemos jogos em que jogamos com quatro atacantes, em que jogamos com o Montoro ali, que já dá para ser mais um meia, em que jogámos com o Santi ali, que já é mais um meia. Como eu disse, não sei se foi na resposta aqui à questão, depende do que nós procuramos no jogo e das características que queremos dos atletas. Eu recordo que o Villalba teve cinco ou seis jogos sem jogar conosco. Até chegou a ser não relacionado pelo limite de estrangeiros. Depois, na parte final, ele começou a jogar. Portanto, isso depende do que nós procuramos para o jogo. Felizmente, temos jogadores com características para profundidade, temos jogadores com características para espaço entre linhas. Portanto, ali, vou usar uma expressão portuguesa, não vamos passar fome por ali. Não é preciso fazer pedidos – pontuou Franclim.
O técnico português comentou sobre como gosta que os pontas joguem em seus times.
– Nós procuramos pedir aos nossos pontas que tenham esse conforto de jogar em espaço interior. O Matheus Martins gosta de receber a bola aberta e do um contra um. Nós pedimos ao Matheus para estar em espaço interior, porque causa mais dificuldade do adversário. E o Matheus é forte na decisão, é forte no remate à baliza, tem uma capacidade de aceleração que eu aprecio, que faz diferença àqueles primeiros trê, quatro metros dele com a bola. Hoje era o volante que estava a pegar no Matheus, e eu disse que ele e o Alex Telles tinham que começar a trocar de posição, porque o lateral queria bater com o Alex. Então se o Alex baixar, fica mais longe do lateral, o Matheus tem que aparecer no espaço. Se o Alex trancar o lateral e o Matheus baixar para fora para pegar a bola e o volante vier com ele, o Alex tem que ir por dentro. Eles têm que ter esse conforto de interpretar as tarefas que cada posição, dentro do que nós queremos, do nosso jogo posicional com a bola, exige. Para mim, não teve bem esse espaço entre as linhas porque nós ligamos pouco, foi por isso. Foi muita bola longa e segunda bola. Para a nossa ideia, para o que nós queríamos para o jogo, isso não aconteceu tanto. Ou à direita, pelo Villa, ou bem pelo Lucas, pelas características. À esquerda, porque não encontramos muitas vezes o Matheus, ou tantas vezes como nós pretendemos – explicou.
Por fim, Franclim Carvalho ainda falou sobre Santiago Rodríguez, que entrou bem no segundo tempo.
– Eu já disse isto uma vez, porque quem decide é o treinador. Já expliquei aqui o que é que nós procurávamos no jogo. Gostei da entrada do Santi. Acho que foi aqui também que eu já falei qual era a ideia, quando temos o Santi e depois a posterior e o Ed (Edenilson). Por causa desta referência individual do adversário, nós tentamos ter ali muita mobilidade para depois ligar lá com a bola vinda de trás, porque se eu tinha o lateral-direito a pegar no ponta-esquerda, e se o meu ponta-esquerda viesse muito para dentro, se o lateral-direito viesse com ele, nós íamos ter muito espaço para atacar por fora. Portanto, a ideia foi essa. Gostei da entrada dele. Eu não vou dar oportunidades. Tem que ser ele a dar ao chinelo. Tem que ser ele a dar ao pedal, como tem dado. Podia ter começado o jogo de início, acabou por entrar, e eu gostei muito da entrada dele. Como eu disse há pouco, eu ainda não vi o Vitória. Para a semana, vamos ver como é que abordamos, mas tenho gostado do trabalho do Santi e do Mont (Montoro) também, que hoje estava de fora. Estou a falar destes dois, porque tem estas características, de ser mais um meia. Depois, vocês estão a falar que nós começamos com quatro atacantes, porque isto já aconteceu com muita regularidade conosco. Portanto, não vamos entrar por aí, porque nós gostamos de jogar assim. Depois podemos mudar as características dos jogadores – ponderou.