A ausência de Ferraresi até da lista de relacionados em Botafogo 2 x 2 Coritiba, neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro, gerou pergunta também na entrevista coletiva de Franclim Carvalho. O treinador saiu em defesa de Bastos e justificou sua opção.
– O Bastos fisicamente está apto, tanto que jogou aos 90 minutos a fazer, não sei como é que falam aqui, sprints em alta intensidade. A questão do Ferraresi é só a questão do regulamento, porque eu só posso trazer nove estrangeiros. Tenho 14, tenho que deixar alguém de fora, deixo aí dois defensores. Um jogo em casa, deixo dois defensores fora. Um zagueiro e um lateral, que entrou no último jogo, entrou muito bem, o Mateo (Ponte) entrou muito bem no último jogo. E foi só a questão do regulamento, não tem nada a ver com o rendimento, porque eu estou satisfeito com o trabalho do Ferra, do Bastos, do Barboza e do Justino, que estava conosco, que tem a vantagem de ser local. E também do Ythallo e do Anthony, que estão um pouco atrasados, que têm tido mazelas físicas. Portanto, não tem que ver nada para além da questão regulamentar, só isso – esclareceu.
Perguntado se os gols sofridos foram por erros individuais, Franclim Carvalho preferiu analisar pelo lado coletivo.
– Eu não vou chamar de erros individuais. Porque eu acho que nós temos que ver isto no jogo coletivamente. O nosso primeiro gol é um lance individual, que é o Danilo que descobre aquele espaço, mas o Danilo faz o movimento que nós queremos trazer para a frente. O Vitinho mete a bola no Danilo, que é a solução que nós temos. Então nós temos que olhar para isto de uma forma coletiva. Até porque eu já vi o lance do primeiro gol (sofrido). A bola entra no Santi, ele embrulha-se um pouco com a bola. E depois é que sobra para o Danilo e ele força na mesma jogada interior. Mas nós temos três homens atrás e estamos a tirar a profundidade. No segundo gol, um tiro de meta do adversário. Nós temos um homem a mais atrás, que é o Barboza, o homem da superioridade. O Bastos vai longe da referência dele, que roda sobre ele. E nós continuamos com um homem a mais. Até me pareceu que a bola do Villalba ia para trás do adversário, para as costas. Percebo a análise e a questão do erro individual. Mas eu sei que o Danilo já disse que assumiu o erro do primeiro gol. Ou assumiu a responsabilidade. Porque é do Danilo assumir a responsabilidade. Mas eu não vejo as coisas assim. Acho que nós, coletivamente, podemos ter feito diferente. Tanto no primeiro como no segundo – frisou Franclim.
– E falo ainda uma questão importante, que é a questão da falta tática. Muito importante. E podemos ter feito tanto no primeiro como no segundo. Depois, o que é que podemos melhorar para além disso, da questão da falta tática? Sem dúvida nenhuma, o jogo posicional quando temos a bola. O que é que eu quero dizer com isto? A minha equipe está já no último terço do adversário, nos últimos 20 ou 30 metros, eu não posso ter os meus atletas a pensar que “eu estou a atacar. pouco me interessa se vamos perder a bola”. Não. Tenho a bola e estou a atacar. Precisamos equilibrar a equipe. E nós hoje, acho que tivemos melhor nesse aspecto do que no jogo anterior. O Coritiba tem qualidade na transição. Muita qualidade. Tem jogadores rápidos. Tem o Josué, que lança bem. Tem três homens da frente muito perigosos. Nós estávamos de sobreaviso a isso. E tentamos estar equilibrados aí. A questão do primeiro gol é em zona interior. E a questão do segundo gol, para mim, parece-me claramente que nós estamos equilibrados. Foi uma questão de abordagem. E estou a falar do Villalba e do Bastos. São os dois jogadores que nós conseguimos ver que aparecem no momento. Ou na jogada. Mas não podemos resumir isto a esses dois jogadores. Nem no primeiro resumir ao Santi e ao Danilo. Como eu disse, vamos tentar fazer uma análise coletiva. Eu, principalmente, tenho que a fazer. Para evitar que estas situações aconteçam, quando acontecerem. Faltou um ponto muito importante para mim, que tenho dito muito aos jogadores. Falta tática. Nós temos que jogar com as regras do jogo. Se podemos fazer falta, temos que fazer falta – encerrou.