O prometido aporte de US$ 50 milhões prometido por John Textor para sanar dívidas mais urgentes do Botafogo tem por trás um investidor especializado em “ativos podres”, revelou a “Coluna do Pedro Lopes”, do “UOL”, nesta quinta-feira (29/1).
A empresa em questão é GDA Luma, dos Estados Unidos, liderada pelo investidor Gabriel de Alba. Títulos podres – “distressed assets“, em inglês”, são ativos de entidades em dificuldades financeiras, mas de alto potencial, que são adquiridos pelos investidores por preços abaixo do mercado para que elas sejam reestruturadas.
De acordo com a coluna, as condições do negócio geram preocupação dentro do Botafogo, por serem considerados pacotes agressivos, “com juros altos, exigência de várias garantias e que amarram receitas futuras de venda de atletas“.
Ainda segundo a coluna, o aporte seria um primeiro passo que envolveria a GDA Luma comprando a posição da Ares na Eagle e ações de John Textor. O grupo Eagle passaria a ser controlado por um fundo criado pelos investidores que traria de volta o Lyon.
Assim, tudo que no momento é devido à Ares seria pago, e ela deixaria a operação. “O fundo gerido pela GDA Luma controlaria e reestruturaria a Eagle, que incluiria Lyon e Botafogo. É uma negociação multilateral que poderia funcionar como o salva-vidas para Textor e Botafogo“, conclui a coluna.