Eliminado na pré-Libertadores, o Botafogo vive início de temporada delicado por conta da gestão. Esta é a opinião da jornalista Joanna de Assis, que citou os problemas extracampo como determinantes para o momento ruim da equipe.
– Quando a gente critica o resultado dentro de campo, que é a última instância, que é o desempenho, que é o que os jogadores performam, a gente tem que voltar um pouco ao que pode ter ajudado, pelo menos, a provocar essa eliminação precoce. Quando eu falo de administração, que não dá para colocar só na conta dos jogadores e na conta do técnico, é que todos os reforços que o Botafogo trouxe, inclusive o Medina, que é a principal contratação, não estavam disponíveis para o Martín Anselmi. E aí é uma grave falha, outra vez, de planejamento. Porque o transfer ban do Botafogo ficou ativo de outubro até fevereiro. Então, por mais que o Botafogo tenha trabalhado na janela para trazer reforços, muitos não puderam ser inscritos. Aí foi a falha do transfer ban, porque se demorou tanto tempo para resolver essa questão que o Martín Anselmi perdeu opções. Então, isso atrapalhou o planejamento, e atrapalhou muito – citou Joanna de Assis, no “SporTV News”.
– Recentemente também, a gente viu de novo, eu sei que o Botafogo não é o único, sei que outros clubes passam por isso, São Paulo mesmo tem problemas com isso, recentes, não sei se resolveu tudo, para dar um exemplo aqui, mas atraso de salário, atraso de FGTS, tudo isso vai minando o ambiente, vai atrapalhando. Atrapalha renovações, atrapalhou a renovação do Barboza, porque ele deixou claro que a renovação, para dar certo, para desenrolar, ele tinha que sentir um pouco mais de confiança. Ele está lá há muito tempo, ele já conhece os problemas – acrescentou.
A jornalista ainda lembrou as falas de Alex Telles após o jogo.
– A entrevista do Alex Telles e do Barboza em campo, para mim, foi um pedido de socorro. Eu acho que eles se controlaram muito no desabafo ali. Mas o Alex Telles fala até de uma forma mais explícita, olha, não dá para culpar só os jogadores. Um clube é formado de mais gente”. Para mim, um recado explícito aí, para John Textor e para a administração. O Barboza se controla um pouco mais, mas ele também, ele falou, “olha, é melhor eu não falar o que eu estou pensando agora. Deixa eu me segurar aqui um pouquinho, não posso falar o que eu estou pensando”. Também foi um tom de desabafo. Acho que numa situação dessa, numa eliminação precoce, ela causa esse tipo de declaração. Mas é um recado. A do Alex Telles, para mim, claramente, uma mensagem, um recado e um pedido de socorro – concluiu.