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John Textor fala sobre briga com Ares, diz que Lyon apresentou números falsos e que franceses devem € 34 milhões ao Botafogo

Por: FogãoNET

- Atualizado em

John Textor, do Botafogo
Reprodução/Band

Além de ter anunciado um aporte com novos investidores ao Botafogo que vai chegar na próxima semana para resolver diversos problemas, entre eles o transfer ban, John Textor também falou sobre a disputa societária na Eagle e a ruptura com o Lyon, em entrevista ao canal “Arena Alvinegra”.

De acordo com o empresário norte-americano, a decisão de Michele Kang, ex-sócia de Textor e hoje mandatária do Lyon, de romper com o modelo multiclubes prejudicou muito o Botafogo e todo o projeto.

– Aumentamos consideravelmente nossas receitas e tivemos um lucro significativo no fluxo de caixa operacional. Vivíamos em uma estrutura multiclubes, e o acordo com a Eagle é que compartilhamos recursos entre os clubes. Há momentos em que a França ajuda o Botafogo e há momentos em que o Botafogo ajuda a França. O problema surgiu quando Michele Kang assumiu o clube na França e tomou a decisão de quebrar esse modelo. E o Botafogo foi severamente prejudicado. Para ser claro, esse modelo multiclubes é como ganhamos um título. É também como levamos o Lyon da última posição da liga de volta ao topo, para a Liga Europa. É um bom modelo de negócios, exceto se você tiver um parceiro que quebre esse modelo, o que prejudicou o Botafogo. O Lyon deixou uma dívida significativa para o Botafogo que será cobrada até a última instância. Foi justamente isso que causou a significativa interrupção do nosso fluxo de caixa nos últimos seis meses – explicou Textor.

John Textor revelou que o Lyon deve ao Botafogo € 34 milhões (R$ 211 milhões na cotação atual) e que os números que o clube francês apresentou para a bolsa de valores são falsos.

– Posso afirmar categoricamente, como ex-presidente do Lyon, responsável por todas as transferências bancárias de entradas e saídas do Lyon e do Botafogo, e sabendo também que a gestão do caixa central era feita pelo nosso escritório, por pessoas muito competentes como Danilo Caixeiro, bem conhecido no Botafogo, que as demonstrações financeiras francesas publicadas para a bolsa de valores são materialmente falsas. Elas se baseiam no que se revelou ser um acordo temporário de gestão de caixa, no qual a perspectiva francesa era de que os empréstimos entre os clubes teriam a Eagle como contraparte. Mas, no fim das contas, esse contrato foi substituído, e o contrato final foi assinado por todos os clubes do sistema Eagle. A transação foi devidamente testemunhada por advogados, e o dinheiro circulava diretamente entre os clubes. Portanto, foram mais de € 140 milhões em transferências bancárias, do Brasil para a França. Houve também transferências de retorno da França para Botafogo, no valor de pouco menos de € 40 milhões. E ainda há os créditos que temos de dar à França se vendermos um jogador cujos direitos pertencem à França, mas que ele talvez esteja conosco. E o resultado disso tudo é que o clube francês deve cerca de € 34 milhões ao nosso clube brasileiro. Esses são os fatos – afirmou.

– O diretor independente, o diretor financeiro do conselho de administração, eu mesmo, todos nós alertamos o clube francês de que eles estavam prestes a apresentar demonstrações financeiras falsas, e foi exatamente isso que fizeram. Eles não corrigiram essas demonstrações financeiras antes de divulgá-las publicamente, mas as demonstrações financeiras deles estão erradas – repetiu Textor.

– O dinheiro das premiações, todas as receitas, vão para uma única conta bancária. Pagamos nossas despesas com essa conta. Se as pessoas querem saber para onde foi o dinheiro, ele foi usado para pagar nossas despesas. É claro que a França nos deve algum dinheiro. Acredito sinceramente que conseguiremos receber esses valores da França. Mas, considerando que € 34 milhões não parecem pouco, trata-se de uma quantia considerável. E o pior é que, quando o dinheiro não é devolvido, é uma grande surpresa. Pode parecer pouco, mas não é, é bastante significativo, principalmente quando você não sabe que o dinheiro não vai voltar. A decisão do Lyon de se desvincular do acordo multiclubes foi uma surpresa total. É muito difícil planejar isso. E é por isso que, embora o valor líquido possa ser de apenas € 34 milhões, na verdade é muito maior, porque eles nos devem muito mais dinheiro no curto prazo. E o dinheiro que devemos a eles é no longo prazo. Então, em termos do impacto nos fluxos de caixa de curto prazo, foi uma surpresa e foi muito maior no curto prazo do que os 34. Talvez isso seja um pouco complicado, mas o momento em que eles nos devem e quando nós devemos a eles significava que um volume muito maior de caixa era esperado em 2025 e no início de 2026 do que apenas os € 34 milhões – completou.

Ares bloqueou aporte de US$ 50 milhões

Na entrevista, John Textor também afirmou que a Ares, um dos credores da Eagle, bloqueou na Justiça um aporte que chegaria ao Botafogo em julho do ano passado no valor de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 280 milhões). Um novo aporte chegará na próxima semana ao Glorioso, após a aprovação do conselho da Eagle, segundo o norte-americano.

– Felizmente o conselho da Eagle Bidco aprovou este aporte, não tão rápido quanto gostaríamos. Foi um financiamento muito complicado, mas finalmente foi concluído. Posso dizer que prometi que o dinheiro chegaria mais rápido, mas é muito difícil imaginar uma situação em que o credor esteja bloqueando a entrada dos fundos. Tem sido muito difícil. Por favor, entendam que em julho de 2025, quando a luta começou, não era uma luta entre mim e a Eagle, porque eu sou o acionista majoritário da Eagle. Era uma luta com a Ares. Estávamos injetando US$ 50 milhões em julho, antes que a Ares obrigasse o diretor independente a recorrer à justiça e bloquear o capital. Portanto, devo admitir que foi um período impossível. Foi muito difícil e gerou muitos problemas de fluxo de caixa.

– Há uma grande diferença entre não ter dinheiro e ser impedido de investir o dinheiro. E foi isso que aconteceu no tribunal. Repito, essa não foi uma briga entre mim e Eagle, foi uma briga entre Ares, o credor, e a Eagle. Então, estamos felizes que esses dias tenham acabado. Estamos felizes que os diretores independentes da Eagle tenham aprovado o financiamento. Foi um período muito difícil, mas agora um montante significativo está sendo investido no clube – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal Arena Alvinegra

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