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John Textor cita Palmeiras, lamenta não ter tido ’20 anos’ para desenvolver ‘coração de time’ no Botafogo e admite um erro

Por: FogãoNET

- Atualizado em

John Textor, ex-Botafogo
Reprodução/ESPN
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Na entrevista parcialmente coletiva concedida nesta quarta-feira, John Textor falou sobre o projeto que teve no Botafogo e a saída de jogadores. O ex-controlador da SAF citou o Palmeiras e lamentou não ter tido mais tempo no clube alvinegro.

– Uma das coisas que você vão ver é um contrato com o Luiz Henrique, que diz “Botafogo, Lyon e Luiz Henrique”. Bem, isso nunca foi feito, eu acho, no futebol. Então você faz o caminho do jogador, porque ele já está na Europa, ele fez a decisão de ir. É muito difícil para um jogador brasileiro voltar para o Brasil. Eles amam o país, mas todo mundo diz que ele falhou se voltar. “Ele falhou na Europa”. Então, muitas vezes, o melhor que você pode fazer com um jogador como Luiz, como Thiago (Almada), como Danilo, é dar-lhes uma oportunidade de reabilitar sua carreira ou de impulsionar sua carreira, como no caso do Thiago Almada. Então nós temos a capacidade de contratar esse caminho e dizer “Luiz, venha nos ajudar a ganhar um campeonato, e então você pode decidir quando voltar para a Europa”. E isso é uma vantagem incrível para o recrutamento. Então, o Flamengo pode te dizer, eles estavam naquela cidade, Espanha, na mesma hora que eu estava. Eles foram para a cozinha, eles conversaram com o Luiz Henrique. Bem, quem comeu o bolo de cenoura e acabou com o atleta? Eu fiz isso, certo? É por isso que você precisa de um proprietário. Alguém que vai aparecer. Certo? Igor Jesus, do mesmo jeito – apontou.

– Então isso nos machuca dizer, olhe para todos os jogadores que construíram aquele campeonato, e veja como o John separou esse time. Todos esses ótimos jogadores, nessa linda foto de troféu, bem, todos foram embora. Bem, me desculpe. Esse foi o acordo que fizemos com muitos desses jogadores. Agora, é porque nós tínhamos muito a fazer em apenas três anos. Nós tivemos que subir da segunda divisão, nós tivemos que ficar na primeira divisão. E nós ganhamos o Brasil, nós ganhamos a América do Sul, nós ganhamos do melhor time do mundo – listou Textor, em vídeo divulgado pela ESPN.

– Me desculpem, eu não tenho 20 anos de história no Palmeiras para ter desenvolvido um time, um coração de um time, que esteja completamente sólido. Então, nós tivemos uma parcela considerável de pessoas que estaria aqui por um tempo curto, porque foi assim que eu tive que recrutar os talentos – acrescentou.

O empresário norte-americano admitiu um erro seu nos últimos anos.

– O que você espera que você faça com o tempo é construir compromissos mais longos. Desta vez, talvez um cara fique por dois ou três anos. Ou talvez você encontre o melhor jogador da América do Sul e ele fique com você por três, quatro anos. Bem, isso é o que o Palmeiras conseguiu fazer e é o que nós estamos construindo também. Então, o multiclubes (Eagle) não é a nossa queda. A ruptura do multiclube criou a luta. E o erro não foi comprar o Olympique Lyonnais, o erro foi ser tão ambicioso e ansioso de comprá-lo, que eu quase não me importava de onde conseguia o dinheiro. E eu trouxe pessoas para a nossa família e eles me disseram “Oh, o Brasil parece ótimo”, mas nenhum deles, além do JP Conte, nenhum deles entrou no avião, saiu e assistiu aos treinos, conheceu o treinador, assistiu a um jogo. Então, todos queremos falar sobre meus erros e todos debatem em mídias sociais todos os dias. Bem, ele assinou o contrato? Ele assinou? O meu erro não foi comprar o Olympique Lyonnais, foi ser tão ambicioso de comprá-lo, que eu peguei dinheiro de pessoas que não estavam realmente alinhadas com o que eu vi como o motor do nosso multiclube – afirmou.

Fonte: Redação FogãoNET e ESPN

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