John Textor não gostou da notícia de que funcionários temem seu retorno e sente medo e insegurança. O ex-controlador da SAF do Botafogo entrou em contato com o jornalista Bernardo Gentile, do canal “Arena Alvinegra“, nesta sexta-feira (26/6), e passou sua versão.
– Você faz ideia de quantas mensagens de texto eu recebo de funcionários da empresa que compartilham informações comigo? Mensagens dizendo “chefe, quando você volta?”. Ninguém está feliz com o fato da empresa ter apenas US$ 300 mil em sua conta bancária. Estou em contato constante com o departamento de futebol, e quando saiu a notícia de que eu havia sido reintegrado, recebi mensagens de vários jogadores que ficaram genuinamente entusiasmados. Não sei com quem você conversou, mas posso garantir, existem muitas opiniões diferentes. Muitas pessoas dentro da organização acreditam que o clube precisa encontrar uma solução e seguir em frente – afirmou Textor.
‘Investimento de US$ 75 milhões’
O empresário norte-americano voltou a falar em fazer um alto investimento no Glorioso, o que foi bloqueado pelo clube social.
– O que realmente me causa espanto é o seguinte. Consegui assegurar um compromisso de aporte imediato de US$ 75 milhões para o Botafogo. Recursos que fortaleceriam o clube e garantiriam estabilidade financeira para o resto da temporada. Em vez de permitir que esse investimento chegue ao clube, o clube social está atuando na justiça para impedir esse aporte. Em vez de abrir um diálogo construtivo ou considerar uma solução pacífica, está adotando medidas judiciais para impedir que o Botafogo receba um capital que necessita com urgência. Isso é algo que eu simplesmente não consigo compreender.
– Qualquer administração que realmente coloque o clube em primeiro lugar deveria, no mínimo, estar disposta a considerar um investimento imediato de US$ 75 milhões. No final das contas, é isso que realmente importa para os torcedores? Eu comecei sem nenhum funcionário e construí um clube campeão. Ao longo dos anos, o clube cresceu muito. E até alguns dos nossos colaboradores mais respeitados reconhecem que perdemos parte da nossa cultura. Meu foco continua sendo restaurar a estabilidade e colocar o Botafogo novamente na posição mais forte possível – completou.