GDA Luma Capital é um nome-chave no atual imbróglio do Botafogo. Ao que parece, tanto John Textor quando o clube social negociam paralelamente com os investidores. No canal “Arena Alvinegra”, o jornalista Bernardo Gentile apontou uma contradição do associativo.
– Quando o Textor traz a GDA, a Luma Capital, fundos abutres, que para quem não sabe o que é, são fundos que aportam dinheiro em empresas que estão praticamente mortas, e eles colocam o dinheiro porque sabem que conseguem melhorar um pouco ali a vida e depois ganhar dinheiro em cima da desgraça dos outros. É isso. E eles praticamente só vão nesse perfil de empresa, por isso são chamados de fundos abutres. Quando esses fundos chegaram aqui, apareceram no noticiário do Botafogo, através do Textor, através do empréstimo / aporte, vários integrantes do Social desceram a lenha na empresa, falaram que isso era desespero, que o Textor estava fazendo negócios com uma empresa que é completamente arriscada, uma empresa que não é confiável. Aí agora, um mês depois, dois meses depois, a própria GDA me aparece como uma das principais soluções do Social? Pelo menos uma das possibilidades. E aí o que me pega é simplesmente a questão de “quando é do Textor não serve, quando é com a gente serve”. Poxa, aí não, né? Porra, gente, vamos controlar essas narrativas. Eu sei que guerra é guerra, mas vamos controlar, vamos pensar no Botafogo. Se a empresa serve hoje, então ela servia antes. Se ela não servia antes, então ela não serve hoje. Ela serve ou não serve? Se serve, errou em falar antes, errou em criticar, errou em criar um clima escroto para cacete só para criar um clima terrível. Se ela não serve, então está errando agora em achar que serve. Entendeu? Porra, eu peço um pouco de conscientização só, cara. Eu já entendi que cada um está de um lado oposto. Eu já entendi que é guerra. Eu já entendi que não vai ter acordo. Eu já entendi que isso vai terminar com um ou com outro. Porra, mas vamos pensar no Botafogo minimamente, cara. Minimamente pensar no Botafogo, sabe? Ninguém está pensando no Botafogo. Está todo mundo pensando em tirar o outro. Ou em ficar com o Botafogo. E ninguém está pensando no Botafogo, sabe? – cornetou Bernardo Gentile.
O jornalista revelou ainda que houve uma oportunidade para John Textor ficar do Botafogo do zero, o que significaria investir recursos próprios. O que não foi aceito.
– “Ah, mas o Textor está pensando em ficar com o Botafogo”. Também não está. 100% não está, e aí eu vou falar até aqui, bastidor. No dia do jogo com o Cruzeiro, que teve esse encontro no Campeonato Brasileiro, fontes ligadas ao pessoal do social me disseram que o Botafogo poderia tentar fazer um acordo com a Ares. E depois que o acordo fosse feito, poderiam entregar o Botafogo de graça para o Textor. “Olha, zerou os problemas. O Botafogo a partir daqui do zero é teu”. Não seria uma solução que você poderia imaginar “pô, beleza. Vamos começar do zero. Tirou a Ares da parada. Tirou os outros sócios da Eagle da parada. Agora o Botafogo é do Textor do zero. Vamos tocar”? Disseram que não foi do interesse. O Textor, desse jeito, não queria. Porque ele tinha dinheiro para receber da Eagle, tinha dinheiro para receber do Lyon, e que aí ele não queria desse jeito. Porque aí você vai ficando claro que sempre foi um problema também de ter dinheiro móvel. Ter dinheiro para investir. Porque se ele pega o Botafogo de graça para tomar conta ali, ele teria que ter dinheiro para investir, para botar dinheiro e fazer o dinheiro girar. E se isso não era importante para ele naquele momento… Se o Botafogo fosse tão importante assim na vida dele, ele quisesse tanto dar certo, ele poderia ter aceitado e voltado para frente. E pode até ser importante, mas aí, de repente, ele não tem o dinheiro para fazer a operação. E aí você começa a ver que as coisas vão se mostrando há muito tempo. As coisas vão se mostrando há muito tempo na nossa cara. O apelo que faço é de um lado ou de outro, vamos parar com essas narrativas que destroem o Botafogo concluiu.